Análise: Samsung se prepara para suprir o mercado Phablet

Ocupem a sua agenda no final de agosto, local: Berlim. Será quando a Samsung revelará a próxima versão de seu Galaxy Note, seu smartphone, ou tablet ou seja lá como ela o chama.
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Gostaria de saber quem inventou a palavra ?phablet?. Esse é outro bom exemplo de como a exploração na área de dispositivos móveis tem a ver com seu tamanho.
Tive contato com o Galaxy Note. Como minitablet é excelente. A tela é do tamanho exato, sem ser exagerada; tem ótima aparência; a caneta inclusa é conveniente; e o software é sólido.
Mas quando se leva o aparelho à orelha, percebe-se o tamanho. Usá-lo como telefone é como pressionar um livro de bolso contra a cabeça; e não é confortável coloca-lo no bolso da calça.
Antes da chegada dos smartphones e tablets, havia dois gadgets de computação pessoal: o PC desktop e o notebook. Havia (e ainda há), espaço para variação entre os dois. Mas a explosão dos telefones e tablets apresentou novas subdivisões que não existiam anteriormente. Pessoas com pouca demanda não precisam mais carregar seu notebook; podem navegar na rede por meio do iPad ou do smartphone.
Alguém disse uma vez que o menor tamanho de uma calculadora de bolso é o que não seja tão pequeno ao ponto de não ser possível apertar os botões. Em outras palavras: a confecção dos aparelhos, sejam grandes ou pequenos, depende dos usuários humanos. A Apple entende isso: o tamanho de seus produtos complementa a pessoa que os usa. Suspeito que a razão de não terem se apressado com o mini-iPad é porque levou tempo para avaliar quanto poderiam diminuir o tamanho do iPad e ainda assim sentirem que estão dando algo para as pessoas que esteja à altura dos preços da empresa.
Muito disso, é composto por uma competição para descobrir qual dispositivo pode ser usado mais confortavelmente pelo maior número de aplicativos. Pense nas inúmeras coisas para as quais um smartphone é usado nos dias atuais: chamadas telefônicas, e-mail, jogos, vídeos, fotografias, navegação no mundo real, navegação na rede, contatos, gerenciamento de tarefas, entre outros.
Coloque esses aparelhos lado e lado, e conseguirá descobrir qual o espectro da zona de conforto para a maioria das pessoas. Em qual ponto desistem de um aparelho grande ou de um notebook? É uma maneira cara de realizar pesquisa de mercado, mas não deve haver outra mais prática, e é por isso que ela ainda é exclusiva de grandes empresas com muito dinheiro, como a Samsung.
A aposta da companhia em vários tamanhos de tela parece valer a pena: em junho entregou sete milhões de Galaxy Notes, que foi lançado no final de 2011. Houve a mesma atenção para o tamanho quanto para a qualidade do dispositivo. O Streak (aparelho da Dell com as mesmas características do Galaxy Note), da Dell, foi um fracasso não pelo seu tamanho, mas sim porque o software que o compunha era ruim.
Então, boa sorte para a empresa na exploração dos limites de tamanho que as pessoas podem considerar ser de um notebook, slate, tablet ou telefone. Só é necessário realizar um concurso para encontrarmos um nome melhor para essa classe de dispositivos. Smartslate? Notephone? O ganhador poderia receber um Galaxy Note 10.1 e um ano de dados 4G ilimitados. Que tal, Samsung?
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini
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