7 pecados na Infraestrutura Web

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11:50 am - 29 de junho de 2012

A necessidade de estar online o tempo todo é eminente e, por isso, o volume de acessos à internet (web) cresce em escala geométrica – associado à Cloud Computing e Mobilidade. Mas sua infraestrutura web, que sustenta todas as atividades online, acompanha essa evolução? Até pouco tempo, falhas nessa infraestrutura web eram tratadas com normalidades e dentro de limites aceitáveis. O que mudou nos dias atuais é que a necessidade de alta disponibilidade – seja no lançamento de um novo aplicativo ou gestão dos aplicativos atuais – faz com que muitas companhias cometam equívocos na hora de dimensionar ou gerir suas aplicações. Conheça os sete principais erros na estruturação para garantir que as redes fiquem no ar:

1. Infraestrutura mal dimensionada – A falta de dimensionamento de infraestrutura na web, na maioria das vezes, significa prejuízo: como não há previsão, os picos de acesso podem derrubar o ambiente web e deixa-lo fora do ar, sem acesso aos usuários. Muitos gestores ainda colocam a maior parte dos esforços em desenhar a aplicação, sem levar em consideração a necessidade de uma infraestrutura que comporte a sazonalidades de acesso e picos de audiência no ambiente. Se a infraestrutura estiver na Cloud, ótimo! A escalabilidade, principal característica da infraestrutura elástica, garante o acesso mesmo nos horários de pico.

2. Segurança, uma questão delicada – A questão da segurança é – e sempre foi – crítica. O aumento do volume das transações financeiras via web e mobile leva os gestores a dobrem as preocupações com este item. Por isso, políticas de gestão de segurança em web são sempre bem-vindas.

3. A questão da demanda – No mundo web quem manda é a audiência: quanto mais acesso (audiência), melhores resultados. A despreocupação com a quantidade de acessos leva muitos aplicativos a ficarem fora do ar no exato momento de capitalizar, gerando prejuízos – no caso de e-commerce e de campanhas publicitárias, por exemplo. No ambiente corporativo o processo é o mesmo: a queda de uma rede também gera estresse, desgaste e, muitas vezes, perdas irrecuperáveis, como é o caso de perder o timing da entrega de algum documento, por exemplo, porque ficou sem acesso online.

4. Lançar aplicativos sem teste de estresse – Poucos fazem o teste de estresse no ambiente (aplicativos + infraestrutura) antes de colocá-lo em produção. Porém, é durante esta etapa que é possível identificar falhas e vulnerabilidades, eliminando alguns problemas deste na raiz.

5. Monitoramento do ambiente – Hoje, a maioria dos ambientes web atua de forma reativa, apagando incêndios. Ou seja, não estão preparados para agir de forma mais estratégica, pensando nos objetivos de negócio da companhia. O fato de monitorar o ambiente de forma mais criteriosa reduz significativamente os momentos de crise no ambiente e garante proatividade nas operações.

6. Alta disponibilidade: por quanto tempo seu portal pode ficar fora do ar? – A resposta deve ser “nem um segundo!”. Manter acordos de nível de serviço (SLA, sigla em inglês) em ambientes web são tratados no momento da estruturação, o planejamento e implementação de serviços com alta disponibilidade reduzem em 95% paradas indesejadas.

7. Não tratar Aplicação e Infraestrutura separadamente – Muitas companhias ainda tratam aplicação e infraestrutura de forma desigual. O fato é, que, para um ambiente web obter uma performance satisfatória, o conjunto todo (aplicações + infraestrutura) deve ser tratado de forma única. Ou seja, a performance é o resultado da gestão unificada.

*Pascoal Baldasso é sócio fundador e diretor-executivo da ADTsys. Formado em Computação, pós-graduado em Administração em Mercado Internacional e Marketing Organizacional, já atuou em empresas de Telecom como Embratel, Impsat e Global Crossing.

**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação

 

 

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