5 mudanças que podem tirar o sono do marketing e da TI

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3:08 pm - 19 de junho de 2015

Quanta vezes você ouviu falar em transformação ou revolução digital neste ano? Depois de ouvir os mais diversos especialistas, quantas vezes você, de fato, reservou um tempo para avaliar como você e sua empresa estão posicionados diante desse novo mundo que emerge? Provavelmente, pouco ou quase nenhum tempo, certo? Pois é, e por conta disso, você deve estar ficando para trás, não apenas de tradicionais concorrentes como de novos entrantes que podem revolucionar seu modelo de negócio, custando, inclusive, seu emprego. Assim, o ideal é encarar o que está acontecendo, estudar, elaborar uma estratégia e abraçar este novo mundo.

Pelo menos é essa a linha de raciocínio de Juliano Tubino. Especialista em marketing com passagens por Amazon Web Services (AWS), Microsoft e Netshoes, ele falou durante o IT Forum Digital, encontro realizada pela IT Mídia, em parceria com ESPM e Korn Ferry, onde alertou para cinco grandes tópicos que ele julga – por experiência e conhecimento de mercado – como os principais a serem trabalhados nesse muno digital.

“A revolução digital não pode ser evitada. Mas você pode influenciar a mudança. Morrer é opcional. Antes, doenças e velhice eram problemas metafísicos. Hoje, doença e velhice são problema técnicos. Uma série de doenças não são mais doenças. A mudança está acontecendo”, provocou, lembrando do mapeamento de DNA, que antes era caríssimo e hoje custa em torno de US$ 99. “Passamos de coletores, para agricultura, para revolução industrial e agora vivemos revolução digital. Isso vai acontecer se quisermos ou não. A revolução digital acontece de qualquer forma.”

Ao longo de 40 minutos, Tubino trouxe uma série de provocações, compiladas dentro das cinco grandes mudanças listadas abaixo:

Plataforma mobile

“Cometi o erro de que mobile é uma plataforma diferente. Todo mundo tem. Mobile não é plataforma, virou comportamento. Aconselho vocês a viverem a vida de um dos clientes de vocês, estudar o que ele faz do momento que acorda até a hora que dorme. Na minha época de Netshoes, fomos atrás de contexto.” 

“Esse ano quantidade de mobile search vai passar desktop. Faço parte de um grupo de empresas que compartilhamos informações e, em digital marketing, é muito comum atribuir um valor ao último clique. Assim, poucas empresas medem o primeiro clique. Esse ano o primeiro clique mobile vai passar o desktop. A primeira interação do seu consumidor vai ser mobile. Sua operação está preparada? Mobile está junto?”

Data is the new black 

“Dados são mais importantes do que tudo. Qualquer planejamento de marketing começava com mídia. Depois, tinha uma tecnologia para melhorar a escolha e, por fim, a análise de dados. Essa pirâmide inverteu. Hoje, começa com o dado. Afinal o dado é fundamental. Isso não é só digital. Falamos muito de aquisição de cliente. Daqui um tempo, aquisição de cliente será commodity. Não é mais mailing, mídia, é o dado e a forma que se trabalha com ele.

“É preciso associar o dado ao cliente protagonista. Nunca mudará o conhecimento do cliente. Algo que hoje pode não ser viável, daqui seis meses pode ser. Fazer o trabalho reverso e colocar o cliente como protagonista é algo que precisa ser exercitado.”

De: Funil de clientes, para: ciclo de vida dos clientes

“A capacidade de escolha, a facilidade de entrada de concorrentes no mundo digital quebrou o processo de funil linear. É difícil ter rentabilidade com funil linear, onde a cada funil faz investimento. Tem de pensar em cada estágio como um novo começo e o próximo como o começo do próximo. Se não tem táticas de aquisição em todas as fases vai inviabilizar o funil todo. 

“Acho que há coisas do mundo digital que teremos de mudar os termos. Todos são militares, veja os termos. Exemplo: target. Temos de sair do clichê. Qualquer que seja o funil, tem de ser um loop contínuo para melhorar a aquisição. Faça algo que te dê dado. Não existe inovação sem erro. Ninguém inova sem errar e errar feio.”

De privacidade para público

“Discussão do público x privado dá medo, mas vai acontecer. Nosso dado não tem como ser protegido 100%. Isso acontece em nichos que as pessoas estão satisfeitas com a disponibilização da informação desde que haja uma contrapartida. Mas esse conceito é milenar. A pessoa antes nunca entraria num site para falar mal da empresa na qual trabalha, ou mesmo do chefe. Verdade? Olhem o Glassdoor, as pessoas estão entrando nesse site justamente para isso, mas com privacidade. Assim, outras entram no site para saber se a empresa para a qual se candidatou tem boa reputação ou não.”

De alcance para influência

“Profissionais de marketing sempre foram medidos por capacidade de alcance. Hoje, é a capacidade de influência. Conceito de redes em redes, Easy Taxi, Airbandb estão otimizando redes, otimizando a procura no táxi. Mais importante do que seus clientes nos próximos anos vai ser a rede de seus clientes. Quando você achar a forma de atingir o cliente, influencia a rede deles também. Na Netshoes, tínhamos os influenciadores digitais.”

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