?Você precisaria de um PhD para entender a precificação da SAP?, diz… SAP

O processo de reconstrução da percepção da marca e do negócio da SAP tem um único propósito: tornar a companhia mais simples. Isso significa que, por exemplo, os preços para a construção das ofertas de soluções serão mais fáceis de entender, devido às tecnologias envolvidas, e também de contratar, pois, majoritariamente, as ferramentas estão na nuvem.
Chakib Bouhdary, vice-presidente executivo de soluções de indústria e valor ao cliente da SAP, afirma que esse processo é absolutamente necessário, principalmente em relação aos valores, pois, até então, era necessário ter um PhD para entender como a organização precificava seus produtos.
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?Estamos passando por um processo de simplificação em massa dos preços da SAP. Meu trabalho é fazer com que os preços façam sentido, avaliando nossa tecnologia e o ambiente do cliente. É isso. Tem que simplificar o processo, e estamos fazendo?, diz. Ele acredita que dessa forma conseguirá mostrar o real valor agregado de todas as soluções da companhia, seja no trato com o canal, que entenderá melhor como a empresa pensa, ou com o CIO, que conseguirá observar a escalada de valores conforme se adiciona soluções e serviços.
Simplificação é a palavra chave nas grandes companhias. Crescer ficou tão complexo, que poder dar um passo verdadeiramente inovador leva muito tempo. O legado e as dezenas áreas de negócios internas complicam o acesso à essa inovação, seja por necessidade de aprovação, testes ou simples burocracia. A SAP não é a única entre as gigantes do mercado que adotaram este mantra para vencer na era da mobilidade e Big Data. ?Ser complexo não deixa nossos parceiros simplificarem nossa proposta para o cliente?, adiciona o Dr. Bouhdary.
Além do processo de precificação e migração de ofertas para o modelo como serviços na nuvem, a companhia também deu sentido à como lida com negócios nas Américas. O primeiro passo foi não mais dividir Norte, Centro e Sul na região, transformando tudo numa única unidade. Dentro desse grupo, há simples divisões de negócios, como Nola e Sola, para não mais tratar a América Latina como um país.
Nola (Norte da América Latina) inclui México, países da América Central, Colômbia, Venezuela, Equador e Caribe; e Sola (Sul da América Latina) reúne Brasil, Peru, Bolívia, Chile, Uruguai, Paraguai e Argentina. O sul ficou nas mãos de Diego Dzodan, até então presidente da operação brasileira da SAP, e a parte norte está sendo tocada por Gonzalo Benedit, anteriormente responsável por México.
?Eu acredito que com todas as mudanças no portfólio e com essas reestruturações de vendas, a SAP será uma empresa mais transparente e simples para seus clientes e parceiros?, pontua Dzodan. ?O time de Sola é um, mas cada país da região terá seu trabalho focado, em busca do resultado para o Grupo. A promessa é de mais agilidade e clareza de processos para todos.?
Dr. Bouhdary lembra, também, que a SAP reformulou seu portal, e lá será possível ver todas as 25 indústrias que a companhia trabalha e quais são as soluções dedicadas a elas. Novamente, segundo ele, o contato é simplificado e o negócio da fabricante é melhor absorvido. ?Se você for a um cliente, você tem cinco minutos para explicar o que vai fazer por ele. Ele não tem cinco horas. Ele quer que você seja rápido e mostre solução para o problema?, avalia.
Além do portal, até o ano que vem a companhia disponibilizará para o parceiro uma ferramenta de benchmarketing que é usada pela organização. Dessa forma, compreender as propostas dos concorrentes será uma nova arma contra os próprios concorrentes. ?Não é sobre preço, mas sim sobre solucionar o problema do CIO, do cliente. Vamos ajudar vocês a fazerem isso cada vez melhor.?
*O jornalista viajou à Flórida a convite da SAP
