Atender as expectativas dos clientes atuais exige uma dose extra de inovação. Isso porque, mais bem informados e exigentes, eles esperam ser conquistados para construir uma relação de confiança com a empresa. Nesse sentido, é crucial acompanhar todo contato que o consumidor tem com a marca, assim como o histórico e as preferências de compra. Entra em cena o big data, tecnologia que permite, por meio de softwares, analisar e interpretar um grande volume de informações coletadas, identificando comportamentos de consumo e tendências.
A Staples, rede mundial de material para escritório, por exemplo, aplicou a estratégia e conseguiu se adequar às necessidades de cada consumidor para o recebimento das encomendas, reduzindo ainda o custo logístico da operação. Já a Movile, empresa que desenvolve aplicativos, jogos, materiais educativos e meios de pagamento, usa a tecnologia para que seus clientes consigam resolver as dúvidas diretamente de um aplicativo.
Mas para uma adoção efetiva, alguns cuidados são importantes. O primeiro passo é a migração de todos os dados para cloud computing. Isso permite ações mais práticas, pois dinamiza os processos, acelerando a adoção de recursos. Outro fator relevante para este movimento é a redução de custo com data center, permitindo trabalhar com o modelo SaaS (Software as a Service). Com este formato, paga-se uma assinatura mensal, sem a necessidade de investir muito em ativos fixos.
Como o objetivo é que, com o big data, todos os profissionais da empresa tenham uma única versão dos dados, o segundo passo é criar ou revisar as políticas de permissão de acessos, assim como a implementação da tecnologia adequada. Isso é importante para monitorar e detectar o uso indevido das informações, como um usuário que, sem autorização, copie, transfira ou recupere dados.
Além de conseguir identificar padrões de consumo e oferecer um atendimento personalizado ao cliente, as empresas poderão extrair valor do dark data, informações não estruturadas que uma empresa acumula durante um longo período, mas que não são aproveitados corretamente. Isso pode ser benéfico para desenhar melhor o histórico de desempenho da companhia e seus produtos, além de ajudar a identificar possíveis violações de marca registrada ou reivindicações de propriedade intelectual.
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