O cliente brasileiro por natureza tem uma veia multicanal forte. Os shoppings, por exemplo, fazem parte da nossa cultura, sendo além de grandes centros de comércio, locais seguros, confortáveis e que proporcionam lazer e entretenimento.
Um relatório de 2017 do Banco Credit Suisse previu que um quarto dos shoppings fechará em 2022 nos Estados Unidos. Isto dá indícios que a internet está acabando com o movimento nas lojas físicas, não é mesmo? Pode até ser verdade, mas não no Brasil. Pelos menos é o que aponta os dados.
O e-commerce no Brasil vem crescendo 16% ao ano, segundo números do e-Bit, que mede a reputação das lojas virtuais no país. No entanto, o cliente brasileiro por natureza tem uma veia multicanal forte. Os shoppings fazem parte da nossa cultura, sendo além de grandes centros de comércio, locais seguros, confortáveis e que proporcionam lazer e entretenimento. De acordo com o estudo The Shopper Story (2019), da Criteo, 79% dos consumidores brasileiros são Omnishoppers. O relatório revela ainda que estes consumidores gastam em média 7% a mais no ambiente online e 44% a mais no varejo tradicional.
Isso faz com o conceito Omnichannel – estar presentes em ambos canais de vendas, físicos ou online – do Varejo esteja cada vez mais enraizado nas operações. Isto está fazendo com que o empresariado use a estrutura das lojas físicas como “centros de distribuição” para agilizar a entrega ou para retirada do produto. E é neste último item que está o chamado “pulo do gato”.
Com uso de soluções acessíveis tanto ao grande, quanto ao pequeno varejista, é possível compreender o comportamento do cliente que visita a loja por videomonitoramento. Com isso, é possível mensurar a procura por itens X ou Y, gargalos nos corredores e até mesmo gôndolas pouco visitadas, podendo, assim, redesenhar a estratégia quanto ao mix de ofertas e aumentar a produtividade da operação.
Entender melhor o cliente é fundamental para o negócio. Proporcionar uma melhor experiência (UX) e dialogar com seus interesses fica mais tangível quando lançamos mão da tecnologia. Tudo isso se torna possível utilizando as informações que o próprio cliente, naturalmente, disponibiliza ao visitar a loja. Com inteligência e soluções adequadas, é possível criar estratégias mais sólidas e melhorar os resultados.
*Por Eduardo Ferreira Lima, Diretor Comercial – Avantia Tecnologia e Segurança
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