Stefanini projeta R$ 1,67 bilhão em receitas e aquisições no Brasil e exterior

A Stefanini expande fronteiras e leva a bandeira da TI nacional pelo mundo. A companhia talvez seja uma das poucas brasileiras com projeção e ambição de conquistar o mercado internacional. A empresa não esquece o Brasil, mas mantém olhos voltados para a América do Norte, Europa e Ásia. A meta de faturar 1,67 bilhão de reais em 2012 será atingida, segundo seu presidente, Marco Stefanini, por meio de expansão orgânica e aquisições locais e em terras estrangeiras.
Há planos de investir 300 milhões de reais ao longo dos próximos dois anos para consolidação da empresa como um dos grandes players globais no setor que atua. Dentro desse escopo, os planos para os próximos doze meses contemplam ainda a contratação de 2,5 mil a 3 mil funcionários globalmente, fortalecimento de portfólio e ampliação da capacidade das operações na China. Além disso, há uma movimentação na compra de empresas que ajudem a atingir os objetivos.
?Não queremos ser uma empresa que cresce apenas por meio de aquisição?, reforça o executivo, que não descarta a importância de comprar empresas para atingir a expansão prevista da ordem de 35% sobre os 1,24 bilhão de reais atingidos pela companhia esse ano. Cerca de 40% do resultado previsto virá das operações da Stefanini fora do Brasil, repetindo o desempenho de 2011.
As aquisições no exterior miram empresas com o mesmo perfil de atuação, em uma estratégia de ganho de base de clientes e participação de mercado. No Brasil, isso até pode ocorrer, eventualmente. Contudo, o principal interesse reside em abocanhar companhias com receitas de até 30 milhões de reais detentoras de tecnologias de nicho ou inovadoras ou empresas não de serviços de TI, mas que tenham a tecnologia como um diferencial. Mais ou menos nesse sentido, o presidente da companhia sinaliza que há um processo de duo dilligence (avaliação) em duas empresas nacionais em curso.
O foco de compras no mercado externo mantém-se primordialmente nos Estados Unidos. ?Temos uma boa operação por lá, mas ainda dá para ampliar?, aponta o presidente. Vale lembrar que a Stefanini adquiriu há pouco mais de um ano a Tech Team. Companhias do continente Europeu também aparecem no alvo de investimento devido à maturidade na contratação de serviços de tecnologia.
A estrutura organizacional também muda com a dimensão que a companhia vem ganhando. A partir de janeiro, um modelo de ?matriz? entra em prática para fortalecer o perfil global. A Stefanini passará a atuar através de quatro grandes regiões (Brasil, América do Norte e Ásia, América Latina e Europa). Com isso, por exemplo, Mônica Herrero assume o cargo de CEO da provedora no País.
Inovação
A empresa pretende aplicar 15 milhões de reais em projetos de inovação. A ideia passa desde puxar o espírito empreendedor dos funcionários até busca por parcerias com startups e universidades.
