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Startups brasileiras disputam talentos em ciência e análise de dados

A Comissão Europeia estima que até 2020 serão criadas 100 mil novas vagas de Data Scientist no continente. Nos EUA, um estudo realizado pela IBM também indica um crescimento bastante acelerado da carreira, com 364 mil novas vagas esperadas até 2020. Em 2018, o crescimento do número de vagas da carreira já foi de 56%, de acordo com o LinkedIn, que considera ‘Cientista de Dados’ a carreira mais promissora.

Entre as startups brasileiras, ferramentas de análise de dados como PostgreSQL, Python, Machine Learning, DataRobot e Linguagem R., estão presentes no dia a dia e, muitas vezes, são corriqueiras na tomada de decisão.

Para os profissionais que pretendem começar ou dar continuidade às suas carreiras em uma fintech, por exemplo, a mudança não é fácil. Nas empresas tradicionais, o domínio de ferramentas como Microsoft Excel e Powerpoint são importantes para o sucesso de um candidato. Já em startups como a BizCapital, fintech que torna o crédito mais acessível aos micros, pequenos e médios empreendedores, é preciso um pouco mais. “Todas as decisões da empresa são tomadas baseadas em fatos, dados e análises. A maioria dos times tem uma ou mais pessoas que sabem programar e consultam diretamente os bancos de dados para realizarem suas análises”, explica Veronika Souza, coordenadora de RH da BizCapital.

Hoje a fintech atua com seis profissionais voltados especificamente para Data Science. A área tem ganhado notoriedade por meio de cursos profissionalizantes e universidades tradicionais, no entanto, apenas um curso pode não ser suficiente. “É importante demonstrar interesse na tomada de decisão guiada por dados em todas as situações profissionais para garantir o sucesso”, ressalta Veronika.

A Solides, HR Tech de gestão e recrutamento de pessoas também atua com profissionais que estão engajados e possuem conhecimento na área. A empresa atua com a tecnologia de People Analytics dentro da plataforma que oferece para o setor de RH. A inclusão do People Analytics nas organizações, tornou possível a obtenção e a avaliação de diversos dados que se referem aos perfis, comportamentos e atitudes dos colaboradores e candidatos de uma empresa. A ferramenta nada mais é que um software que cruza dados coletados de diferentes fontes digitais que o funcionário possui, e, por isso, preza por profissionais que saibam dominar essa tecnologia.

Startups que trabalham com pecuária de precisão, por exemplo, também precisam de profissionais de data analytics para agregar valor na vida dos criadores de gado. É o que explica o diretor executivo da Intergado, Marcelo Ribas, que neste momento está avaliando candidatos para fazer parte da equipe. “ O responsável pela análise de dados é uma pessoa que consegue, através de modelagem e algoritmos, converter um dado coletado em uma tomada de ação que entrega valor ao produtor”.

Startups que atuam com e-commerce também reconhecem a importância dos profissionais de data analytics. O Promobit, social commerce que reúne as melhores ofertas da internet, acabou de contratar uma cientista de dados para a área. “Com a área de dados é possível realizar estudos mais aprofundados e assertivos utilizando informações que nossos usuários geram no dia a dia. Na prática, somos capazes de visualizar possibilidades que não percebíamos antes, medir melhor o resultado das nossas ações de marketing e melhorias de produto. Também é possível entendermos melhor nosso usuário, quais seus padrões de consumo, sazonalidade do mercado, entre outras informações.

Outro exemplo é a Propz, que oferece soluções que combinam CRM, inteligência analítica e Big Data para fazer a leitura automática e sistemática do comportamento do consumidor que utiliza o trabalho de Data Analytics de forma estratégica. Os profissionais executam toda a medição dos dados dos varejistas para realizarem as campanhas personalizadas para os clientes, proporcionando uma melhoria no sistema. Atualmente, tem três vagas em aberto nos escritórios da startup, e 16 profissionais atuando na área.

 

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