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Muito além do RFID, Zebra mira produtividade

Nos últimos cinco anos, a Zebra Technologies cresceu sobremaneira na esteira da aquisição da divisão de Enterprise da Motorola Solutions. De 2017 para cá, a empresa, produtora de impressoras térmicas, RFID, e de etiquetas de códigos de barras, saltou dois dígitos no Brasil. E apesar de seus produtos parecerem, à primeira vista, commodities, Vanderlei Ferreira (foto), country manager da fabricante em solo nacional, garante que eles vão muito além e focam em um ponto nevrálgico dos negócios: a produtividade.

“Somos especializados em ajudar na rastreabilidade de ativo, mas damos poder à linha de frente das empresas”, conta, reforçando que o objetivo da fabricante é tornar negócios mais eficiente, por meio de uma gestão precisa, não só em ativos, mas em processos.

Com produtos voltados para operações críticas, que não podem parar um minuto, como frente de caixa de lojas e registro de pacientes em hospitais, a Zebra entende que seus clientes precisam de precisão e agilidade e é nessa frente que a companhia tem sido bem-sucedida. “Nossa missão é tornar o País mais eficiente.”

“Com uma gestão eficiente, atribuímos ao colaborador a capacidade de aumento da produtividade, além da possibilidade de redução de custos e, claro, aprimoramento da satisfação do cliente”, comenta.

Do smartphone para aparelhos de missão crítica

Ferreira indica que não faz muito tempo as empresas passaram a usar smartphones para suas atividades de missão crítica. Com o tempo, contudo, entenderam que esses aparelhos não são as ferramentas adequadas para essas atividades.

“Ouvimos dos executivos que para eles é importante ter a gestão do negócio, a gestão do equipamento e a previsibilidade. Nosso software de gestão de dispositivos torna-se, assim, instrumento fundamental para as empresas, pois reúne todas as informações de que eles precisam.”

Além disso, para operações em campo, os bens precisam ter uma expectativa de vida maior. “Nossos equipamentos são muito duráveis. Geralmente, somam de seis a oito anos de uso”, justifica ele.

Experiência sem atrito

Adotando a estratégia de ‘customer first’, a Zebra tem evoluído em projetos que buscam experiência sem atrito para os clientes. “Como posso ter melhor visibilidade do que o cliente espera como experiência? Como isso acontece? Com sensores de forma geral”, responde.

Um exemplo citado por ele é na área de Saúde. Uma fita de identificação de um paciente em um hospital pode parecer algo simples, mas a Zebra preocupa-se em como esse recurso ajuda na identifica do paciente de ponta a ponta, gerando não só a identificação correta, mas a medicação correta. “Um cartão com informações do paciente, por exemplo, acelera sua entrada no hospital. Dá conforto e ele se sente acolhido.”

Outro exemplo é a adoção de RFID e sensores para fomentar a indústria 4.0. “Grandes montadoras de veículos já usam nossos sensores para que a produção não pare”, completa.

Inovar, sempre

Para atender aos clientes mais exigentes, a Zebra adota a inovação como base fundamental do seu negócio. Assim, a companhia investe mais de 10% do seu faturamento fruto em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

“Sempre ouvimos o feedback dos clientes e pensamos em como melhorar também e ergonomia dos produtos. Aliamos design ao uso”, comenta o executivo. Segundo ele, outra preocupação da Zebra é com a eficiência energética. Ferreira aponta que todos os produtos da companhia consomem menos energia – em geral, 20% a menos do que os concorrentes, garante.

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