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Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas. Segundo artigo publicado pela Forrester em 28 de maio de 2026, assinado por Jobina Gonsalves, Chief People Officer da consultoria, o avanço da IA no ambiente corporativo exige que os funcionários estejam preparados, confiantes e capacitados para usar a tecnologia em suas rotinas de trabalho.

De acordo com a Forrester, as reações dos profissionais diante da IA variam entre entusiasmo, curiosidade, cautela e ansiedade. Parte dos funcionários enxergam potencial para acelerar tarefas e impulsionar carreiras. Outros se preocupam com possíveis impactos sobre seus cargos, suas responsabilidades e sua identidade profissional. Para a consultoria, esse cenário reforça que a prontidão para IA deve ser tratada como uma mudança cultural, e não apenas tecnológica.

O artigo afirma que a IA poderá redefinir a forma como as pessoas trabalham e contribuem para os resultados das organizações nos próximos anos. No nível empresarial, a tecnologia é descrita pela Forrester como uma oportunidade para rever valor ao cliente e diferenciação de mercado. No entanto, a consultoria observa que esses ganhos não ocorrem automaticamente e dependem da capacidade das empresas de preparar suas equipes para utilizar a IA de maneira prática, segura e alinhada aos objetivos do negócio.

Para a Forrester, muitas organizações já reconheceram o potencial transformador da IA e aceleraram a disponibilização de ferramentas. Mas a consultoria aponta uma lacuna relevante, ou seja, sua pesquisa mais recente sobre o estado da IA identificou que apenas metade das empresas oferece treinamento em IA para funcionários não técnicos. Na sua avaliação, quando os profissionais precisam aprender sozinhos, cresce o risco de frustração, resistência e uso limitado da tecnologia.

IA exige gestão da mudança e cultura de aprendizagem

A Forrester defende que a preparação para IA requer gestão da mudança contínua. Treinar pessoas para usar ferramentas é necessário, mas insuficiente. Os funcionários também precisam compreender onde a IA se encaixa no trabalho, quais tarefas pode apoiar e quais decisões continuam exigindo julgamento humano. O artigo afirma que a tecnologia deve ser apresentada como um recurso para ampliar a capacidade das equipes, e não como substituição direta dos profissionais.

Nesse processo, a consultoria destaca o papel conjunto de líderes de RH e de tecnologia. Para a Forrester, essas áreas devem atuar desde o início da transição, com o RH cuidando da dimensão humana da mudança, em vez de apenas reagir aos efeitos da adoção depois que as ferramentas já foram implantadas. Essa coordenação é apontada como condição para criar confiança entre os funcionários.

O artigo cita a experiência interna da própria Forrester com o programa de aprendizagem AIQ, voltado a desenvolver prontidão para se adaptar à IA, colaborar com ela e gerar resultados de negócio a partir do seu uso. A consultoria destaca ainda que o programa combina sessões ao vivo, aprendizado no ritmo do funcionário, compartilhamento em comunidade e participação de representantes internos de IA em diferentes funções.

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A Forrester informa que, nas duas primeiras semanas do programa, mais de mil pessoas se inscreveram nas sessões ao vivo. E que funcionários passaram a compartilhar experiências, erros e aprendizados em uma comunidade online, indicando interesse em incorporar a IA ao trabalho cotidiano.

Outro ponto observado é a importância dos valores corporativos na adoção da inteligência artificial. A Forrester afirma que princípios como curiosidade, colaboração, qualidade, integridade e julgamento ético ajudam a orientar o uso da tecnologia. Ressaltou ainda que os funcionários não devem subestimar o valor da IA, mas também não devem confiar cegamente em suas respostas. Em decisões com risco, nuance ou implicações éticas, o julgamento humano continua essencial.

Para a Forrester, a prontidão para IA não tem data final. A recomendação aos líderes é começar pelo próprio aprendizado, ouvir as preocupações dos funcionários antes de lançar programas amplos e reconhecer que a adaptação será contínua. E afirma que as empresas mais bem-sucedidas serão aquelas que investirem tanto nas pessoas quanto na tecnologia.

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