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6 boas práticas para ser assertivo na gestão de informações

Ter o controle dos dados da sua empresa e a possibilidade de acessá-los a qualquer momento e com precisão é um ponto crucial para permitir a tomada de decisão assertiva no negócio, o que contribui para manter a organização competitiva no mercado. Infelizmente, muitos gestores ainda falham no processo de gestão de informações de suas companhias, seja pelo desconhecimento de tecnologias e processos adequados ou por ignorar que dado é um dos principais ativos que a companhia possui.

Caso sua organização faça parte desse grupo, sugiro começar pelo entendimento de que a digitalização é o presente. A ação eleva a eficiência dos processos, reduz custos e minimiza erros humanos ou de comportamento mal intencionado. Depois, recomendo seis boas práticas:

  1. Prefira soluções que apresentem dados em tempo real – Imagine que, para tomar uma decisão emergencial, a diretoria da empresa precise de informações sobre o volume de negócios de um determinado período do mês corrente, por segmento da empresa? Sem um processo automatizado e integrado, a equipe perderá um tempo valioso reunindo informações. Além disso, tenha em mente que dados desatualizados, inadequados, inexistentes ou ineficientes fazem com que o seu negócio perca a preciosa chance de estabelecer correlações e prever tendências de negócio ou do mercado. Terá sempre mais vantagem a organização que, com base em soluções de Big Data e Analytcs, capturam e interpretam dados históricos e informações internas e externas de maneira ágil.
  2. Intuição deixou de ser a bússola do negócio – Temos acompanhado mudanças constantes quanto ao perfil dos clientes, as dinâmicas de negócio e o cenário competitivo. Ou seja, quem executa ações do dia a dia com base em um plano traçado no início do ano, apenas com base no histórico da companhia e feeling dos profissionais experientes, certamente está perdendo oportunidades de faturamento.
  3. Invista na qualificação da equipe – De nada adianta ter tecnologia adequada e dados qualificados se a sua equipe não estiver capacitada para extrair os melhores insights das informações e identificar ou desconsiderar o que for superficial.
  4. Não armazene dados sem necessidade – Se o seu negócio lida com dados de pessoas, o primeiro motivo para sua empresa armazenar apenas o que for necessário se chama Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor em agosto de 2020 com uma série de regras quanto à coleta, armazenamento e uso dessas informações. Fora isso, considere que quanto maior o volume de informações armazenadas, maiores são os riscos e as necessidades de proteção relacionadas à privacidade.
  5. Monitore os riscos aos seus dados – Faça isso de maneira inteligente, optando por uma solução que identifique incidentes e registre chamados, mas que também extraia insights das situações, observando as ações repetitivas e procurando entender comportamentos que representam riscos para a área de TI ou que possam impactar o negócio. A ideia é garantir que todos os incidentes sejam tratados do início ao fim e se antecipar diante de possíveis ameaças. De acordo com o estudo da Delloitte, apenas 31% das empresas colocam em prática medidas de inteligência para detectar riscos.
  6. Tenha um ambiente de Disaster Recovery – Trata-se de um conjunto de políticas e procedimentos adotados pela área de tecnologia das companhias para evitar ou resolver problemas de danos aos dados armazenados em rede, seja por falha humana, desastres naturais, vírus ou ação de hackers. Isso inclui uma política estruturada de monitoramento preventivo e backup em rede de dados.

Como você pode ver, não é apenas uma questão de armazenar informações. É preciso monitorar os dados e ter acesso de forma rápida e eficiente de qualquer lugar, além de garantir a segurança e integridade das informações.

*Por Alexandre Paoleschi, CEO e Head of Innovation da Kymo

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