Samsung Nexus S III: O software

O sistema operacional
Para compor a interface a Google abusa do verde (a cor padrão da figura do pequeno androide, símbolo do sistema), do preto e do cinza. Há poucos toques coloridos (alguns surpreendentes; por exemplo: quando se faz uma lista deslizar e se alcança o final, aparece do nada um discreto brilho alaranjado). Na parte inferior da tela, permanecem os quatro ícones habituais, mas agora o de “voltar” está na extremidade esquerda e o “Home” na direita, ao alcance dos polegares, o que faz sentido já que são os mais usados.
Como nas versões anteriores, na tela inicial (“Home“) do Samsung há cinco áreas de trabalho e se pode passar de uma para a outra deslizando com o dedo lateralmente (o número de áreas de trabalho varia com o modelo do dispositivo e com a implementação do sistema operacional; no Motorola Milestone também eram cinco, mas há alguns aparelhos com apenas três e outros com sete).
A Google incluiu novos planos de fundo, alguns animados que segundo quem gosta deles, na versão 2.3 já não afetam o desempenho ? mas eu prefiro continuar usando os estáticos já que a movimentação em segundo plano, em minha humilde opinião, serve apenas para atrapalhar a operação e esperdiçar carga de bateria.
E há pequenas sutilezas que é preciso conhecer para interpretar. Por exemplo: os ícones que indicam a potência do sinal e a conexão em 3G da barra de informações (“status bar“) no alto da tela (respectivamente os terceiro e quarto, da direita para a esquerda, na Figura 5) aparecem em verde quando os dados da conta Google estão sincronizados e em branco caso contrário.

Uma adição notável e mais que benvinda na versão “Gingerbread” é o Gerenciador de Tarefas. Pois acontece que o Android é um sistema operacional multitarefa que, por via de consequência, permite abrir diversos programas simultaneamente. Porém, por alguma inexplicável razão, nas versões anteriores, aberto um programa, se podia sair dele saltando para outro mas não se podia fechá-lo. Para efetivamente fechar o programa havia que recorrer a Gerenciadores de Aplicativos desenvolvidos por terceiros e oferecidos (muitos, graciosamente) no Google Market.
Acha estranho? Também eu. Não entende a razão disto? Nem eu. Embora a Google explique. Diz ela no item “Como abrir e alternar entre aplicativos” do manual do usuário do Android: “O sistema operacional e os aplicativos do Android trabalham juntos para garantir que os aplicativos que você não estiver utilizando não consumam recursos desnecessariamente, encerrando-os ou iniciando-os conforme necessário. Por isso, não é necessário encerrar os aplicativos, a menos que você tenha certeza que não estão funcionando corretamente“. Em resumo: você, usuário, não tem que se meter a fechar aplicativos, ainda que já tenha encerrado seu uso. É o sistema, em sua divina sabedoria, que se encarregará disto. O que mais incomoda, porém, é o fato de a forma de encerrar aplicativos (quando se tem “certeza que não estão funcionando corretamente”) estar escondida sob diversas camadas de menu nas configurações e, se você conseguir encontrá-la e recorrer a ela, receberá um aviso que ao encerrar o aplicativo encerrará igualmente todos os “serviços” do sistema operacional que ele abriu e que se um ou mais destes serviços forem compartilhados com outros programas, estes passarão a mal funcionar.
Se, para você, a explicação acima além de não esclarecer o assunto tornou-o ainda mais estranho, não se espante. Também eu e, presumo, a maioria dos usuários pensa da mesma forma. Por esta razão a versão 2.3 do Android traz, logo no menu do sistema (aquele que se abre quando se está na página inicial, ou “Home“), o novo ícone “Gerenciar aplicativos”. Que, ao ser aberto, mostra a janela da Figura 6. Um toque sobre a entrada correspondente ao aplicativo permite (dependendo do aplicativo) limpar seus dados, movê-lo para o armazenamento interno, limpar cache e, viva!, forçar seu encerramento sem mais delongas.

