PaaS: a indústria de aplicações e sua nova fronteira de negócios

<p>A comunidade brasileira de desenvolvimento encontra no modelo PaaS um dos ambientes mais promissores para a evolução dos seus negócios</p>

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3:11 pm - 25 de março de 2013
A
forte expansão da mobilidade e da computação em nuvem produz um novo
cenário no mundo da informação, no qual o data center deixa de ser uma
referência estanque para se tornar um ponto de confluência cada vez mais
virtual, seja ele habitado ou não pelas chamadas
“máquinas virtuais”.

É diante desse cenário que o paradigma plataforma como serviço, ou PaaS, começa a despontar como a resposta mais
provável, a médio e longo prazos, para as novas e complexas necessidades da indústria de apps e de toda a sorte de aplicações, de negócio ou de entretenimento, para milhões de dispositivos fixos e móveis.

Em
tempos de Big Data e de expansão do ambiente BYOD, a ideia de uma plataforma externa
flexível, posicionada na nuvem, autodimensionável e adquirida sob
demanda, no modelo “pay-as-you-go”, é vista pelos analistas como o
caminho natural para a gigantesca comunidade de desenvolvedores que
buscam recursos avançados de desenvolvimento, hospedagem
e execução, a custos equilibrados e capazes de lhes oferecer o melhor
time to market para o lançamento de produtos (aplicações) que precisam
ser cada vez mais numerosos e competitivos.

Se
até há quatro ou cinco anos, se muito, o paradigma PaaS parecia se
coadunar com perspectivas de um futuro ainda
intangível, hoje a realidade é outra. O rápido amadurecimento de suas
antecedentes tecnológicas – o modelo SaaS e o IaaS – já aponta para este
modelo cloud de entrega como a opção para agora, enquanto ambiente de
produção de aplicações e como nova fronteira
de negócios para o conjunto dessa indústria.

Pela
avaliação do Gartner, embora ainda modesta, a movimentação financeira
desse nicho vem crescendo a taxas surpreendentes,
partindo de US$ 900 milhões em 2011 para U$ 1,5 bilhão em 2013 e quase o
dobro disso em 2016 (US$ 2,9 Bilhões). Se a taxa de evolução dos
negócios é expressiva, os números absolutos também se enrobustecem
quando se leva em conta tratar-se de um negócio ainda
em seu período de arrancada e com pouquíssimos players em atividade.

As esparsas experiências de sucesso na oferta de soluções PaaS para a comunidade de desenvolvedores só muito recentemente
começaram a sair do anonimato e passaram a ser assimiladas como propostas factíveis pela comunidade mundial de software.

Entre
tais iniciativas, mencionem-se as experiências da Amazon Elastic
Beamstalk, Heroku e Google App Engine,
as quais já mobilizam milhares de desenvolvedores, e cuja adesão só não
foi ainda maior devido a limitações naturais dessa primeira geração de
estruturas PaaS.

Para
superar tais limitações, surgiu internacionalmente a
Jelastic, que chegou ao Brasil recentemente
com todas as ferramentas e bibliotecas traduzidas para o português e que
permite a execução de aplicações sem a exigência de APIs proprietárias
que existia nas redes anteriores.

Outra
preocupação desta oferta foi a de superar a exigência de códigos
específicos para os servidores virtuais
e físicos da plataforma, possibilitando a rodagem de qualquer aplicação
JAVA e JVM, sem abrir mão do PHP, o que representa um grande conforto
para o desenvolvimento.

Esta
não exigência de código específico permite que o desenvolvedor JAVA
tenha total liberdade de empregar a rede
Jelastic durante o tempo que lhe interessar, transferindo a aplicação de
forma transparente para rodar em outra estrutura a qualquer tempo que
desejar.

A
Jelastic também aperfeiçoou os requisitos de autoescala, de modo a
provisionar todas as necessidades de memória
RAM ou de CPU para a aplicação de forma inteligente e automática.
Através de painéis abrangentes e autoexplicativos, o desenvolvedor
decide as regras de negócio para estas políticas de escala,
provisionamento e disponibilidade para cada aplicação de seu portfolio.

Com
isto, o modelo se ajusta perfeitamente a aplicações de alto ou baixo
tráfego e estabelece de forma pró-ativa
a base de custos de sua operação. A Jelastic dispõe ainda de uma robusta
estrutura de dados SQL no padrão open source e ferramentas avançadas
para a construção de frameworks.

Através
de iniciativas com crescentes níveis de maturidade, vai aumentando,
portanto, a massa crítica do modelo
PaaS, como ambiente de negócio e de produção na indústria de aplicações.
Em recente beta teste realizado no Brasil pelos introdutores da
Jelastic ficou bastante
evidenciado o interesse dos desenvolvedores locais por este
novo paradigma.

Com sua reconhecida criatividade e sua grande abertura para a experiência co-criativa, a comunidade brasileira
de desenvolvimento encontra no modelo PaaS um dos ambientes mais promissores para a evolução dos seus negócios.

(*) Luis Gustavo Schedel é co-fundador e Diretor de Tecnologia da Websolute

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