Estratégia realoca profissionais entre projetos, preserva conhecimento técnico e diminui custos e tempo de adaptação em operações complexas
A V8.Tech adotou a mobilidade interna e a rotação planejada de profissionais como estratégia para enfrentar a escassez de talentos e a alta rotatividade do mercado de tecnologia. O modelo busca aproveitar competências já disponíveis na companhia, preservar o conhecimento técnico e reduzir a dependência de contratações externas.
A iniciativa surge em um cenário de elevada volatilidade. Dados da FIA (Fundação Instituto de Administração) indicam que profissionais de tecnologia têm duas vezes mais chances de deixar seus cargos em menos de três anos. Para as empresas, a saída de um especialista não representa apenas uma vaga aberta, mas também a perda de conhecimento acumulado sobre projetos, processos e cultura organizacional.
Para reduzir esses impactos, a V8.Tech passou a mapear profissionais que podem ser transferidos entre projetos e unidades de negócio. A movimentação ocorre de forma planejada, com o objetivo de diminuir períodos de ociosidade entre contratos e preencher novas demandas com pessoas que já conhecem a operação da empresa.
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De acordo com Carolina Martins Piombo, diretora de RH da V8.Tech, os resultados já aparecem nos indicadores de retenção. “Entre as posições preenchidas nos últimos 12 meses, 19% consideram esse movimento. O modelo foi fundamental para a redução do turnover em 30%, posicionando a V8.Tech à frente do setor – que tem rotatividade histórica de 15%”, explica.
A executiva relaciona a estratégia ao avanço de modelos mais flexíveis de contratação. Segundo levantamento da Robert Half, 24% das empresas registraram crescimento nas demandas temporárias, cenário que amplia a necessidade de estruturas capazes de direcionar profissionais rapidamente para diferentes frentes de trabalho.
Outro efeito da mobilidade interna é a redução do tempo de onboarding. Profissionais que já conhecem a cultura, os processos e os padrões técnicos da companhia, incluindo arquiteturas de nuvem e dados, precisam de um período menor de adaptação. Com isso, a empresa pretende acelerar o início das atividades e as entregas aos clientes.
“Transformamos os riscos de ociosidade ou atrito em uma plataforma de progressão na carreira, O profissional assume novos desafios, sem precisar deixar a organização em busca por oxigenação”.
Além de contribuir para a retenção e a continuidade dos projetos, a estratégia também busca diminuir os custos associados à substituição de especialistas.
“Há um custo oculto na substituição de especialistas em tecnologia, que envolve atração, treinamento, adaptação cultural e a natural perda de tração técnica inicial. Ao retermos o conhecimento dentro de casa, estamos gerando um ganho em eficiência financeira e mantendo nossa capacidade de entrega de ponta intacta”.
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