Meta não deve abrir código de todos seus modelos de IA ‘superinteligentes’, revela Zuckerberg

CEO da Meta defende benefícios amplos da IA, mas sinaliza que riscos de segurança podem levar a empresa a manter alguns modelos fechados

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11:43 am - 31 de julho de 2025
Imagem: Shutterstock

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, compartilhou nesta quarta-feira (30) sua visão sobre a chamada “superinteligência pessoal”, conceito que busca permitir que as pessoas usem a inteligência artificial (IA) para alcançar seus objetivos individuais. Porém, em carta, ele também deixou claro que a empresa pode mudar sua política de código aberto em relação aos modelos de IA mais avançados, segundo reportou o TechCrunch.

“Acreditamos que os benefícios da superinteligência devem ser amplamente compartilhados com o mundo”, escreveu Zuckerberg. “Dito isso, a superinteligência trará novas preocupações de segurança. Precisaremos ser rigorosos na mitigação desses riscos e criteriosos sobre o que decidiremos abrir.”

Meta pode adotar modelo híbrido de IA aberta e fechada

Historicamente, a Meta tem defendido a abertura de seus modelos da família Llama como diferencial em relação a concorrentes como OpenAI, Google DeepMind e xAI. Mas a postura pode estar mudando, principalmente após a empresa iniciar um investimento maciço em busca de superar a OpenAI com o desenvolvimento do Llama 3.

Em junho de 2025, a Meta criou a unidade Meta Superintelligence Labs, investiu US$ 14,3 bilhões na Scale AI e reforçou sua infraestrutura com data centers e contratações agressivas de engenheiros. Relatos recentes apontam que a companhia pausou testes do modelo Behemoth, derivado do Llama, para focar em um modelo fechado.

Apesar da Meta ter afirmado ao TechCrunch que a posição da empresa sobre open source “não mudou”, a declaração oficial também reforça que a companhia pretende manter uma estratégia mista, liberando alguns modelos em código aberto e mantendo outros proprietários.

Zuckerberg destacou que a proposta de “superinteligência pessoal” será entregue via dispositivos próprios, como óculos de realidade aumentada e headsets de realidade virtual. “Dispositivos pessoais como óculos, que entendem nosso contexto porque podem ver o que vemos, ouvir o que ouvimos e interagir conosco ao longo do dia, se tornarão nossos principais dispositivos de computação”, escreveu.

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Redação

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