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IA generativa e automação lideram prioridades de CIOs brasileiros

A inteligência artificial (IA) generativa entrou de vez na lista de prioridades dos CIOs dos departamentos de tecnologia da informação (TI) do Brasil, constatou a terceira edição do estudo global “State of IT”, conduzido pela Salesforce. De acordo com o levantamento, 87% respondentes do país acreditam que a tecnologia desempenhará um papel relevante nas organizações em breve – taxa similar à média global, de 86%. Entretanto, mais da metade dos executivos brasileiros (61%) e globais (64%) apontam o uso ético da tecnologia como um fator que ainda os preocupa.

Na análise da Salesforce, a escalada no reconhecimento da importância da IA surge em meio a uma dificuldade generalizada das áreas de TI para atender novas demandas: cerca de metade dos pesquisados no Brasil (48%) diz encontrar problemas nesse sentido, enquanto quase dois terços dos executivos globais (64%) afirmam o mesmo. E o cenário tende a piorar, com 64% dos brasileiros esperando aumento na demanda nos próximos 18 meses – número, no entanto, abaixo da média global, de 78%.

A expectativa de crescimento na demanda também evidenciou a necessidade de automação entre os líderes das áreas de tecnologia: mais da metade (58%) dos executivos consultados não estão totalmente satisfeitos com o nível de automação atual de suas empresas, e 87% esperam mais investimentos nessa área nos próximos 18 meses. No Brasil, as taxas foram de 40% e 89%, respectivamente.

Thais de Cássia Cabral Padilha, vice-presidente de engenharia de soluções da Salesforce, avalia que a demanda por tecnologia seguiu crescendo mesmo com a desaceleração econômica pós-pandemia. Nesse contexto, de necessidade de automação e otimização de tarefas, a IA mostrou o seu valor para os negócios. “Agora, estamos vivenciando uma revolução na maneira de fazer negócios, com empresas buscando desenvolver uma cultura de dados e insights e promover uma compreensão sólida da aplicação da IA. Ainda cabe o alerta para a preocupação ética com o uso da IA generativa, alinhando progresso e responsabilidade, onde informações de clientes e empresas estejam protegidos”, destaca.

Dados, segurança e sustentabilidade

O estudo ainda identificou outras prioridades para os executivos de TI brasileiros. Dados e desenvolvimento de aplicativos; demanda por segurança e sustentabilidade também entram nos planos estratégicos dos CIOs.

A proliferação das culturas voltadas a dados tem levado os executivos a adotarem novas abordagens para o desenvolvimento e integração de novos aplicativos. Globalmente, 69% esperam que a demanda por aplicativos voltados para o cliente aumente nos próximos 18 meses e 63% dizem o mesmo para aplicativos voltados para funcionários.

No entanto, apenas 26% das organizações conseguem atender todas as solicitações de desenvolvimento que recebem atualmente – no Brasil, a taxa foi maior, de 31%. Para alavancar a capacidade, diz o estudo, 86% adotaram ferramentas low-code e no-code e 42% utilizam composabilidade, que é uma abordagem de design para desenvolver sistemas e aplicações a partir de blocos individuais, que podem ser recombinados de formas variadas.

As ameaças de segurança continuam a prejudicar a confiança à medida que a IA amadurece, alerta o estudo. Dos líderes de TI no mundo entrevistados, 67% relatam ter problemas para equilibrar os objetivos de negócios e segurança, enquanto 58% dos brasileiros dizem o mesmo. Embora a lista de ameaças com as quais se preocupar seja longa, malwares, phishing e sistemas legados vulneráveis estão entre as principais. Para enfrentar essas ameaças, 58% dos líderes brasileiros afirmaram estar usando criptografia e 37% usam autenticação múltipla de fatores.

A sustentabilidade também entrou na agenda de TI. Como resultado do aumento dos requisitos de relatórios de sustentabilidade, a mensuração de carbono está cada vez mais sob a alçada da TI. No mundo, a grande maioria (79%) das organizações de TI estabeleceu reduções de emissões de gases de efeito estufa e 87% dos líderes dessas organizações sentem que podem rastrear e relatar essas emissões com eficiência.

O estudo “State of IT” consultou 4.325 tomadores de decisão de departamentos de TI, com cargo de diretor ou superior, de 29 países. Duzentos executivos brasileiros participaram do levantamento.

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