IA soberana e agentes chegam ao topo do ‘hype’ entre governos

Para Gartner, tecnologias estão moldando a adoção de IA generativa entre estados e nações

Author Photo
2:35 pm - 22 de setembro de 2025
Imagem: Divulgação

A inteligência artificial será a principal tecnologia a ser adotada pelo setor público entre os próximos de dois a cinco anos, diz o Gartner, em relatório recente. A IA soberana e os agentes de IA devem estar no topo das atenções, uma vez que alcançaram o que a consultoria americana chama de “pico das expectativas infladas”.

No gráfico chamado “Ciclo da Hype para Serviços Governamentais de 2025”, a IA generativa já começa a entrar no chamado “vale da desilusão”, ou seja, a expectativa agora é que os investimentos feitos nessa tecnologia tragam retorno. O gráfico [veja abaixo] tenta representar graficamente a maturidade e adoção de tecnologias e aplicações.

“Os líderes do setor público enfrentam uma pressão crescente para atender às expectativas cada vez maiores dos cidadãos, navegar pela incerteza geopolítica e fazer mais com menos recursos”, diz em comunicado Dean Lacheca, vice-presidente analista do Gartner. “Os agentes de IA podem endereçar esses desafios, mas o sucesso dependerá de preencher a lacuna entre as ambições de inovação e as prioridades mais amplas dos governos…”.

gartner grafico IA soberana e agentes chegam ao topo do ‘hype’ entre governos

Fonte: Gartner (setembro de 2025)

IA soberana e agentes

A IA soberana, explica o Gartner, diz respeito aos esforços dos governos para ter suas IAs próprias, para objetivos soberanos específicos. A ideia é melhorar operações governamentais com automação e modernização de processos, de modo a aprimorar a experiência dos funcionários e o engajamento dos cidadãos sem depender de tecnologia estrangeira.

O Gartner prevê que, até 2028, 65% dos governos em todo o mundo irão introduzir alguns requisitos de soberania tecnológica para melhorar a independência e se proteger contra interferências regulatórias de outros países.

Leia mais: “Sem vínculo não há processo terapêutico”: uso de IA pode gerar dependência e até depressão

Já os agentes de IA podem ajudar os governos a melhorarem a prestação de serviços, desde o processamento de solicitações dos cidadãos em relação a políticas e a interpretação de legislações até a automação de tarefas rotineiras. O Gartner prevê que, até 2029, 60% das agências governamentais em todo o mundo utilizarão agentes de IA para automatizar mais da metade das interações transacionais dos cidadãos – são menos de 10% em 2025.

Engenharia de prompts e clientes-máquina

A consultoria elenca outras duas tendências em ascensão entre governos. A engenharia de prompts envolve fornecer entradas de texto ou imagem aos modelos de IA generativa para orientar e restringir respostas, com comandos bem estruturados que melhoram a qualidade, o desempenho e a confiabilidade das respostas.

Os governos podem maximizar o retorno das ferramentas de produtividade com IA ao promover a alfabetização em inteligência artificial nas organizações, diz o Gartner.

Já os clientes-máquina são agentes econômicos não humanos que compram bens ou serviços em nome de pessoas ou organizações. O Gartner prevê que três bilhões de máquinas B2B conectadas à internet podem atuar como clientes hoje, crescendo para oito bilhões até 2030.

Os governos precisarão ter a capacidade de autenticar, fornecer serviços e regulamentar os clientes-máquina, diz a consultoria.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Author Photo
Redação

A redação contempla textos de caráter informativo produzidos pela equipe de jornalistas do IT Forum.

Author Photo

Newsletter de tecnologia para você

Os melhores conteúdos do IT Forum na sua caixa de entrada.