EXCLUSIVA: TrackingTrade fatura R$ 25 milhões em 2023

Executivos da empresa comentam resultados e expectativa para 2024

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8:40 am - 06 de março de 2024
Pablo Zapata, CEO e Maira Gregolin, head de produtos da TrackingTrade Pablo Zapata, CEO e Maira Gregolin, head de produtos da TrackingTrade

A TrackingTrade fechou 2023 com um faturamento de R$ 25 milhões, número que acompanha últimos anos bastante positivos para a empresa, que vem registrando uma taxa anual de crescimento superior a 40% durante todo o pós-pandemia. Agora, a empresa visa dar um novo salto e superar os R$ 30 milhões de receita ao longo de 2024 e 2025. Além disso, prevê um investimento de R$ 2 milhões no desenvolvimento de novos produtos e soluções ao longo deste ano.

“Nós temos uma estratégia simples: investir em clientes grandes. Como estrutura de produto e negócios, vemos que um setor sempre pujante é vendas e marketing. Setor da indústria está um pouco dominado e o setor de inovação está mais ou menos nomeado. Mas gerir vendas, gerir estratégia, organizar portfólio de produto, rupturas no ponto de venda, precificação, rota de equipe, treinamentos, são setores em que ainda temos uma imensidão de oportunidades”, revela Pablo Zapata, CEO da TrackingTrade, com exclusividade para o IT Forum.

Ao escutar sobre a predileção pelas grandes, questiono se deixar as pequenas e médias em segundo plano em um país com a maior parte de PMEs, Maira Gregolin, head de produtos da empresa, explica que a escolhe pelo atendimento dedicado e associado a tecnologia são diferenciais que os pequenos podem ainda não estar olhando.

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“As PMEs já se habituaram com tecnologias em que o valor do atendimento não está embarcado. Nós concorreríamos com plug and play. Nós precisamos entender o processo, temos muitas reuniões antes de vender, é diferente dos plugs and plays. Só os maiores conseguiriam ter budget e uma cultura interna de discussão de processos”, pondera ela.

E, para esse ano, ainda em março Zapata comemora as contas já “estarem pagas”. “Dessa forma, conseguimos olhar para a frente e para uma empresa do nosso porte, isso é muito importante. Além disso, a equipe está muito bem remunerada.”

Os resultados positivos, diz ele, são impulsionados pelos executivos que estão em busca de inovação, uma vez que o mercado, em termos de tecnologia e diferenciação, está muito difícil. Ou seja, a inovação vem de processos que, muitas vezes, ainda estão em planilhas, WhatsApp e mecanismos básicos. A TrackingTrade entra nesse cenário contribuindo com a digitalização de atividades.

Para isso, a companhia também está olhando para novos mercados. De acordo com Zapata, um deles é o setor de franquias. Esse mercado está em crescimento e a padronização das franquias, independente da localização, é muito importante e a tecnologia pode ajudar nesse processo.

A TrackingTrade também está tateando o setor público. “Faz pouco tempo que eles começaram a realmente buscar essas soluções. Nós percebemos que chegou a hora do setor público digitalizar seus processos. O caminho do nosso lado que tem acontecido e está sendo rápido é frente às prefeituras e às secretarias. Tem sido uma descoberta, mas nós estamos indo bem”, comenta Maira.

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Laura Martins

Editora do IT Forum. Jornalista com mais de dez anos de atuação na cobertura de tecnologia. É a quarta jornalista de tecnologia mais admirada no Brasil, pelo prêmio “Os +Admirados da Imprensa de Tecnologia 2022” e tem a experiência de contribuições para o The Verge.

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