Leilão reverso promove economia de 12% no Tocantins

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10:52 pm - 23 de maio de 2011

Para participar, os fornecedores apresentam um documento que comprove o pagamento em dia de tributos estatais para receber uma senha e participar dos lances. “O sistema só registra valores abaixo da cotação estipulada pelas instituições”, destaca Roberto Marinho, presidente da Comissão Permanente de Licitação da Secretaria da Fazenda de Tocantins e presidente da Comissão de Compras via Internet.

Durante o ano de 2003, com o modelo de leilão reverso os valores pagos ficaram, em média, 12% abaixo do proposto pelos órgãos. No ano passado, essa economia ficou em mais de 10%, sendo que o número de solicitações de compras atendidas chegou a 2,5 mil. “Além disso, as instituições envolvidas puderam esvaziar seu departamento de compras e reduzir muito o gasto com papel de documentação”, avalia o presidente.

Como todos os dados, inclusive o nome do fornecedor vencedor de cada solicitação, estão disponíveis no site do leilão, a Secretaria atingiu um grau mais do que satisfatório de transparência, tanto junto à sociedade como aos demais fornecedores. O medo de prejudicar o comércio local, devido a possibilidade de cadastrar fornecedores de qualquer estado caiu por terra logo no início: mais de 80% dos que já venderam seus produtos por meio do sistema pertencem ao estado do Tocantins. “Estimulados pelo prazo de entrega de 24 horas, as empresas do estado garantiram uma vantagem em relação às demais”, comemora Marinho.

Garantindo facilidade na implementação e, conseqüentemente, um custo de acordo com o orçamento, o sistema de compras foi desenvolvido na rede financeira que conecta todas as instituições participantes. “Usamos inclusive o mesmo banco de dados Adabas”, detalha Mara Lúcia de Camargo, analista de sistemas do projeto. Essa integração também oferece a garantia de que o valor solicitado será pago ao fornecedor. “O sistema financeiro e orçamentário bloqueiam automaticamente o valor solicitado para cada compra”, explica a analista.

Sendo assim, a infra-estrutura adquirida foi concisa: apenas dois softwares fazem o sistema funcionar. Um deles realiza o papel de middle ware entre os dados inseridos na base e a página de interface disposta na internet. O outro, responsável pelo processamento de dados em si, foi desenvolvido em parceria com a Consist, que também acompanhou os quatro meses de implementação do projeto. “Com um orçamento relativamente reduzido, foi possível criar um sistema de compras simples e que também garante a credibilidade dos pagamentos”, conclui Maria Lúcia.

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