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Grupo Petrópolis economiza em manutenção e infra para investir em inovação

Há pouco mais de um ano e meio, a área de TI do Grupo Petrópolis, cervejaria responsável por marcas como Itaipava, Cristal, Miller, Petra. Black Princess, entre outras, decidiu que para inovar de forma sustentável era preciso mudar a composição de custos, reduzindo onde fosse possível. O que levou o CIO, Mohamed Nassif, a planejar um processo de outsourcing da infraestrutura (hoje todos os serviços de datacenter são responsabilidades da Embratel) e de otimização dos serviços de manutenção das aplicações SAP e Oracle (razão da contratação dos serviços da Rimini Street). 

Em relação aos custos de manutenção dos sistemas, o primeiro movimento do grupo foi buscar a renegociação dos contratos com os grandes fornecedores. Meses depois, assinou o contrato com a Rimini Street para a manutenção dos sistemas SAP ECC 6.0, BusinessObjects e Business Warehouse.
O resultado imediato foi de redução de 50% nos valores pagos pelo serviço. “A SAP nos cobrava 19% em cima do valor total de licença, reajustado em dólar”, comenta Nassif, que além da economia real, ainda registou com a troca alguns ganhos de produtividade e melhoria de desempenho em diferentes áreas da organização.

Diante dos resultados obtidos com as soluções SAP, a empresa ficou em melhores condições para renegociar o contrato com a Oracle. “Mantivemos o valor, mas passamos a ter mais serviço. Conseguimos fazer mais, com o mesmo gasto”, comenta o executivo.

Com alguma sobra no orçamento, o passo seguinte foi traçar estratégias de inovação casadas com as necessidades das áreas de negócio. “A disrupção não ocorre só na área de tecnologia. Ela ocorre em todo a companhia”, diz Nassif. “É preciso buscar dentro da companhia qual a melhor área para investir, para ter bons resultados, rápido”, diz. 

Segundo Nassif, a empresa tem várias startups internas demandando esses recursos. São iniciativas nas áreas de venda, distribuição e logística. “Quanto mais rápido aplicarmos o dinheiro economizado nas iniciativas certas, capazes de gerar valor, mais a companhia olhará com bons olhos esse processo, deixando que o dinheiro economizado seja revertido em benefício para o negócio. De preferência, em geração de receita”, opina o executivo.

A análise do processo disruptivo precisa ser rápida e casada com a avaliação criteriosa dos custos. Muitas vezes, segundo Nassif, pode ser mais econômico manter alguns serviços do jeito que estão. Outras, não. Também é preciso definir rápido as aplicações que poderiam estar rodando fora do datacenter, em vez de investir na aquisição de equipamentos e licenças. “É só cavucar que você vai encontrar oportunidades de redução de custo que possam ser transformadas em incremento de receita”, diz.  

“No fundo, estamos sendo agentes de mudança da companhia”, comenta o executivo. “Acredito que a área de TI pode ser um centro de lucro e não um centro de custo”. E o caminho para isso é ser eficaz na busca e implementação da inovação.  

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