Inovação pressupõe riscos, os quais startups conseguem lidam melhor e, por isso, tendem a ser empresas mais inovadoras. Esse é o pensamento de grande parte do mercado, mas há uma outra abordagem que sugere o contrário. Para Guilherme Horn, diretor-executivo de inovação da Accenture, a afirmação é um mito.
“Eu, de fato, acredito que as grandes empresas podem inovar muito melhor do que startups. Elas estão muito mais bem posicionadas para inovar”, afirma Horn, durante participação no IT Forum, encontro que reúne os principais CIOs da lista das 500 maiores empresas do Brasil, nesta semana, na Praia do Forte, Bahia.
Horn, antes de assumir a posição na Accenture, atuou fortemente como empreendedor e, em uma de suas empresas que foi vendida, afirma que via muitas possibilidades que poderiam quebrar a companhia a qualquer momento. “Isso é incerteza”, pontua.
“As startups estão nesse ambiente de incerteza, enquanto grandes empresas estão em ambiente de risco. Por isso, é muito mais fácil inovar no ambiente de grandes empresas”, compara.
União evolutiva e disruptiva
Uma das propostas da temática do IT Forum é identificar que tipo de perfil cada CIO possui: evolutivo ou disruptivo. Horn aponta o equilíbrio entre os dois como fundamental para executivos e, consequentemente, para empresas terem sucesso com inovações.
Por um lado, há as companhias disruptivas, que muitas vezes muito preocupadas em inovar esquecem da consistência dos processos, e aquelas evolutivas, que conseguiram manter uma constância nos negócios. União e equilíbrio entre ambos é a receita ideal.
Para ter esse equilíbrio, o executivo lista três pilares: governança (modelo de inovação definido para ser seguido), cultura e incentivos (inovação como meta, um indicador muito claro).
Desejos
Jean Carlos Borges, presidente da Algar Telecom, também participou da discussão durante o encontro. O executivo pontuou os sonhos de todo CEO e das empresas como um todo: ser desejada pelos clientes, ser um local de trabalho admirado, gerar valor aos acionistas e retribuir positivamente para as comunidades em que atua. “Acredito que isso é possível. Precisamos mobilizar a empresa em prol dessa agenda”, afirma Borges.
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