Promovendo a liderança inclusiva para ambientes tecnológicos mais diversificados

Ação torna-se uma necessidade urgente e uma oportunidade de liderança para o futuro

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10:00 am - 22 de fevereiro de 2024
gestão liderança diversidade equidade esg Imagem: Shutterstock

Nos últimos anos, temos observado um avanço significativo na conscientização sobre a importância da diversidade e inclusão nos ambientes de trabalho. Contudo, os dados nem sempre são encorajadores. Recentemente, a pesquisa “Woman in Technology” revelou que menos de 20% dos cargos nas áreas de tecnologia no Brasil são ocupados por mulheres. Outro estudo realizado por dois cientistas das universidades de Michigan e Temple, nos Estados Unidos, demonstrou que pessoas que se identificam como LGBTQIA+ estão mais suscetíveis a enfrentar limitações de carreira, assédio e desvalorização profissional.

Essa realidade, embora desafiadora, precisa ser confrontada. Como líderes, é crucial que analisemos constantemente o comportamento de nossas empresas nesse contexto. Considerando que estou inserido em um setor tecnológico que busca inovação constante e, de certa forma, molda o futuro, me sinto ainda mais responsável para ter equipes que impulsionem a inovação e reflitam a diversidade de seus clientes e da sociedade em geral.

A liderança inclusiva desempenha um papel crucial no sucesso de empresas que buscam se destacar em um mundo cada vez mais globalizado e interligado, especialmente em ambientes tecnológicos diversificados. O ponto de partida para fomentar esse tipo de gestão é criar uma cultura organizacional que celebre e respeite a diversidade em todas as suas facetas. Isso requer um comprometimento que se estenda desde os líderes até a base da hierarquia, onde aqueles no topo estabelecem o exemplo ao demonstrar um compromisso genuíno com a diversidade e inclusão em suas ações e decisões diárias.

Exemplos de como promover essa cultura incluem proporcionar aos funcionários um ambiente confortável e saudável, permeado por um máximo respeito, alinhado com a filosofia “Customer Centric”. Contrariamente ao que se pensa comumente, esse enfoque não se limita apenas ao cliente, mas também engloba o colaborador, que se sente ainda mais satisfeito por poder atender de forma eficaz às necessidades do cliente. Essa prática também incentiva os funcionários a desenvolverem uma empatia genuína, contribuindo para um ambiente organizacional mais harmonioso. É fundamental também praticar a escuta ativa, permitindo que os gestores estejam receptivos a ouvir e aprender com as diversas experiências e perspectivas de seus colaboradores. Devemos adotar uma mentalidade de humildade e empatia, estando dispostos a reconhecer e enfrentar nossos próprios preconceitos e privilégios.

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Entendo que iniciativas como esta demandam planejamento a longo prazo e enfrentam desafios em determinados momentos. Contudo, adiar o início dessas ações significa desperdiçar tempo e perder a oportunidade de cultivar uma equipe diversificada, composta por profissionais excepcionais. Inclusive, uma pesquisa recente conduzida pelo Great Place to Work (GPTW) evidenciou o impacto da diversidade nas empresas, destacando que equipes compostas por indivíduos com perspectivas diversas têm maior probabilidade de tomar decisões acertadas e gerar soluções inovadoras.

Ao mencionar o reconhecimento do selo GPTW, na Acer, sentimos um profundo orgulho por fazer parte desse grupo de empresas distinguidas. Sabemos que esse reconhecimento é resultado direto do empenho e dedicação da nossa equipe de Recursos Humanos em manter um ambiente de trabalho motivador e confortável para todos. Acreditamos firmemente que selos como este têm um significado não só para nossos colaboradores, mas também para nossos clientes, pois refletem a busca crescente das pessoas por empresas éticas e responsáveis na hora de escolher onde adquirir produtos. Além disso, é motivo de grande celebração o fato de a nossa empresa ter sido reconhecida como uma das melhores para as mulheres em 2023. Nesse processo de avaliação, as participantes são convidadas a analisar suas organizações com base em práticas de trabalho gerais e em questões específicas de gênero, como igualdade salarial entre homens e mulheres, gestão de casos de discriminação de funcionários e igualdade de oportunidades de progresso entre os gêneros.

Em uma última análise, reflito, mais uma vez, que não podemos mais nos dar ao luxo de ignorar as disparidades de gênero, orientação sexual, raça e outros aspectos da diversidade em nossos locais de trabalho. Temos a responsabilidade e a oportunidade de liderar essa mudança. Devemos ser os arquitetos de uma cultura organizacional que valoriza e celebra a diversidade em todas as suas formas. Isso não é apenas uma questão de justiça social, mas também de vantagem competitiva e sustentabilidade a longo prazo.

Juntos, podemos construir um ambiente de trabalho onde todos se sintam valorizados, respeitados e capacitados a contribuir plenamente para o sucesso de nossa empresa. Este é o futuro que queremos criar – um futuro em que a diversidade não seja apenas reconhecida, mas celebrada como nossa maior força. E é um futuro que está ao nosso alcance, se estivermos dispostos a dar os passos necessários para alcançá-lo.

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