D2L – transformando o mundo pela educação online – novos paradigmas

mil anos e fosse trazido de novo à vida hoje ele ficaria absolutamente perdido
com tudo que veria, com todas as transformações, tecnologias, etc. Mas se ele
fosse levado para dentro de uma sala da aula possivelmente se sentir mais à
vontade, pois iria achar algo semelhante com o que ele já conhecia”.
De fato alguém postado na frente de um grupo de pessoas discorrendo conteúdos e
eventualmente anotando em um quadro a sua frente seria bem familiar. Se
pensarmos bem há séculos que esse modelo vem se repetindo. O “dono da
informação” no alto do tablado tentando atrair a atenção dos nem sempre tão entusiasmados
estudantes.
Claro que já existem iniciativas e recursos tecnológicos que têm trazido nova
luz ao campo da educação. Mas apenas fazer az coisas antigas com ferramentas
modernas não é ainda a melhor resposta. Uma modificação estrutural deve
acontecer para que de fato a forma de aprender seja elevada vários degraus
acima, no nível requerido pelos requisitos do mundo como ele é hoje em dia.
Tive a oportunidade de conversar com John Baker que é fundador, presidente e
CEO da empresa D2L, especializada e criadora de uma plataforma de aprendizagem
adaptativa à distância chamada BrightSpace.
Confesso que este assunto é relativamente novo para mim e por isso mesmo
aproveitei muito a conversa para me situar nesta fascinante iniciativa. Segue
abaixo a transcrição de minha conversa com John Baker que estava acompanhado da
Betina Von Staa que é diretora de desenvolvimento de negócios no Brasil da D2L.
impressionado com o que vi a respeito da plataforma BrightSpace. Gostaria de
começar esta conversa sabendo um pouco mais do conceito da solução e suas
aplicações.
John Baker: não é segredo que a tecnologia vem mudando muito
rapidamente o cenário geral para as pessoas e empresas. Mas sentíamos falta
desse salto na área educacional. Quando começamos a D2L e a solução BrightSpace
queríamos fazer algo realmente transformador. Queríamos achar uma forma de
ajudar alunos a se engajarem mais no processo e desenvolverem mais seu
potencial. Tambémfazer o processo ser mais produtivo e ir além da forma tradicional
usando recursos online. Fazer algo mais personalizado e não do tipo “o mesmo
serve para todo mundo”. Nós começamos com apenas alguns usuários e hoje em dia
mais de 15 milhões de pessoas utilizam de alguma forma nossa plataforma
diariamente. Temos escolas, universidades e mais recentemente empresas
presentes na “Fortune
1000” que também usam nossa solução
viabilizando a transformação também da cultura destas corporações.
Flavio Xandó: se olharmos com
mais atenção vamos perceber que os sistemas educacionais não mudaram tanto
assim nos últimos mil anos!!
John Baker: sim, possivelmente! Se olharmos para os processos
tradicionais eles se fundamentam em entregar conhecimento para os estudantes.
Nosso enfoque é inverter isso e fazer com que o estudante vá em busca do
conhecimento e tenha mais iniciativa. Ao mesmo tempo a interação com os
professores, instrutores e facilitadores seja mais forte também.
Flavio Xandó: eu percebo que
estimular os estudantes é um ponto crítico. Mas isso também está relacionado
com outro aspecto. Criar conteúdo para uso online é muito desafiador. Acredito
que vocês tenham de alguma forma solucionado este tipo de problema…
John Baker: nós temos várias abordagens para lidar com a criação de
conteúdo. Inicialmente temos como capturar um conteúdo tradicional, livros, apostilas,
etc. e incorporá-los no sistema. É o caminho mais simples e dessa forma criamos
os “fichários digitais” que contém o vasto arquivo pessoal do estudante, o
material de sua vida toda se ele quiser. Eles podem ser consultados,
pesquisados e marcados, mas de uma forma mais interativa. Também podemos
capturar palestras como PowerPoint incluindo também a parte “falada” que é
transformada em texto (portanto consultável). Depois pode ser transmitida para
um smartphone (iPhone, Android, Blackberry…) o que permite que seja vista em
qualquer lugar. O ponto chave é que temos que permitir que esta captura de
conteúdo seja a mais fácil quanto possível, Assim ninguém tem que dispender uma
quantidade exorbitante de energia nem tempo para desenvolver conteúdo. Ainda
temos o processo de criar conteúdo baseado em templates direcionados ao uso em
vários tipos de dispositivos, acelerar esta tarefa por meio de ferramentas
visuais “drag-and-drop”, seja obtendo dados a partir de arquivos PDF,
PowerPoint… Também com vídeos ou clipes de som (também “drag-and-drop”)
sempre gerando um conteúdo uniforme a partir da conversão de cada um desses
formatos.
Flavio Xandó: então uma forma
simples consiste em partir de um conjunto de materiais tradicionais,
capturá-los e a partir disso trabalhar neles transformando-os em algo ainda
mais estimulante?
John Baker: exatamente. Muitas pessoas têm feito isso mesmo. Mas
para personalizar ainda mais o conteúdo e torná-lo mais estimulante tem que ser
mudada a forma de pensar, pois o ambiente online proporciona muitas
possibilidades a serem exploradas. A começar pela monitoração de progresso de
cada estudante que pode ser parabenizado por cumprir objetivos e pelas boas
avaliações, bem como ser chamado a participar se está mais tempo ausente. Tudo
de forma automática. Mas principalmente usando o conceito de “aprendizagem
adaptativa”. Você sabe do que se trata?
Flavio Xandó: formalmente eu
não sei, mas penso que posso imaginar o que seja. Por isso mesmo agradeço se
você puder clarear nossa conversa conceituando aprendizagem adaptativa…
John Baker: nós temos a habilidade de adaptar o conteúdo em nossa
plataforma há um bom tempo. Quando um estudante está percorrendo um tópico de
estudo por trás está um trabalho feito pelo professor (quem criou o conteúdo)
chamado mapa de conhecimento, ou seja os aspectos que devem ser percorridos com
maior ou menor nível de profundidade e que irá também direcionar as avaliações.
O sistema adapta a apresentação de material educativo de acordo com as
necessidades de aprendizagem dos alunos, como indicado por suas respostas às
perguntas e tarefas. A tecnologia engloba aspectos derivados de vários campos
de estudo, incluindo informática, educação e psicologia. Mas vai além. Usando
um processador de linguagem natural e analisador semântico, o que nós chamamos
de “mecanismo de aprendizagem”, se ao longo do curso o estudante fica “atolado”
em determinado aspecto, mesmo que o professor que preparou o curso não previu
certas explicações, o sistema tem como ir buscar em outras fontes como “Open Education Resources” ou Wikipedia ou KhanAcademy, sumarizar as informações e incluir no
material sendo usado pelo aluno e recomendar as leituras necessárias para que
ele supere a dificuldade daquele momento. E conforme o curso vai sendo
percorrido um modelo preditivo vai sendo usado para apresentar as informações
de acordo com o ritmo e profundidade daquele estudante.
Flavio Xandó: este tipo de
recurso então permite que estudantes mais brilhantes tenham como receber
conteúdos mais aprofundados e assim ter maior aprendizado e estudantes com mais
dificuldades serem direcionados pelo caminho necessário previsto pelo criador
do curso?
John Baker: isso mesmo. Esta tecnologia permite individualizar o
caminho a ser percorrido por cada estudante ao longo daquele curso adaptando-o
às suas características e necessidades. Se é um aluno brilhante o tema é
tratado com maior profundidade e com mais desafios. Se o estudante tem mais
dificuldades o curso vai seguir apresentando o conteúdo de outras formas ou
outras fontes até que ele supere aqueles obstáculos e possa seguir em frente.
Flavio Xandó: algo parecido
até pode ser feito em salas de aula tradicional. Mas é complicado o professor
dar uma atenção realmente diferenciada para cada estudante, do mais brilhante
àquele que precisa de um pouco mais de atenção…
John Baker: esta é a vantagem do uso de tecnologia. Meus pais são
ambos professores, ambos são educadores. Este é o máximo objetivo do educador,
personalizar a experiência do aprendizado para cada estudante. Professores
podem ajudar em áreas nas quais um sistema não pode, em princípio com máxima
capacidade de personalização, mas em classes com dezenas de estudantes isso se
torna quase impossível. Conseguimos realizar isso com competência na nossa
plataforma.
Flavio Xandó: imagino que
toda esta tecnologia também possa ser usada nas empresas. Como isso pode ser
feito?
John Baker: isso é interessante. Originalmente criamos esta
tecnologia para uso em escolas e universidades. Mas empresas como Procter &
Gamble, Accenture e muitas empresas grandes têm começado a usar para treinar
suas equipes, sua força de trabalho. Nestas empresas ensinar faz parte das
atividades estratégicas para a realização dos objetivos. Se um funcionário
percebe que aprender novas coisas é importante para que ele consiga atingir
seus objetivos, nossa tecnologia pode ajudá-lo. Algumas vezes uma troca de
cargo ou de papéis na empresa exige que novas habilidades ou conhecimentos sejam
assimilados. Como ele vai buscar este novo conhecimento? Conseguimos prover um
caminho para ser seguido. Na Accenture, por exemplo, houve uma economia de US$
4 Milhões no primeiro ano com a adoção de nossa tecnologia. Treinamentos
específicos, treinamentos de liderança, compliance… muitas aplicações.
Flavio Xandó: e compliance é
um assunto que normalmente não é algo muito estimulante, mas imagino que usando
estes recursos pode se tornar mais interessante e com melhor aproveitamento.
John Baker: exatamente isso. A “mágica” de usar o aprendizado
adaptativo é esta. Torna a experiência mais estimulante por causa da
personalização, focando nas partes que a pessoa tem mais dificuldades. Algumas
pessoas podem precisar de uma hora para completar o conteúdo, outras pessoas
uma hora. Ninguém está perdendo tempo e sim fazendo bem feito no seu próprio
tempo e ritmo.
Flavio Xandó: um dos casos
que eu li a respeito do uso do BrightSpace citava uma empresa que precisava de
8 semanas de curso tradicional (presencial) para realizar um treinamento
importante e que com a adoção da solução 6 semanas são feitas à distância e
apenas 2 semanas de forma presencial. Forte impacto, não?
John Baker: este conceito é o que chamamos de “blending” ou
“híbrido”. Eram 8 semanas de treinamento face a face com o deslocamento de
todas as pessoas sendo treinadas para determinado local e transformamos isso em
6 semanas online e 2 semanas face a face. Fez uma diferença enorme! Os
funcionários puderam estudar o conteúdo online nos horários mais convenientes,
após expediente, ou em qualquer tempo vago que tinham durante o dia em vez de
interromper sua rotina por longas 8 semanas. Mais efetivo e mais eficiente
proporcionando grandes economias para as empresas.
Flavio Xandó: esta forma
híbrida parece muito rica porque além de permitir intercalar atividades online
e presenciais, algumas vezes podem ser feitas um dia online, um dia presencial,
atividades colaborativas à distância, reunião presencial para discussões…
John Baker: isso mesmo, você pegou o ponto chave. Quando temos que
planejar viagens, voos, hospedagem para grupos de pessoas sendo treinadas, este
tempo é valioso demais pelos investimentos necessários e pelos tempos de todas
as pessoas deslocadas. Assim quando se consegue reduzir o tempo que estas
pessoas ficam fora de seus escritórios, isso incrementa muito a produtividade e
o custo-benefício daquele investimento em treinamento. Outra aplicação é realizar reuniões online com parte do conteúdo previamente
estudo pelas pessoas remotamente, não mais que uma ou duas horas são
necessárias para realizar a reunião, discutir os tópicos, debater os
assuntos… Quando as pessoas estão online elas não desperdiçam tempo como
muitas vezes acontece nas reuniões face a face.
Flavio Xandó: como você
poderia descrever como é a aceitação e a reação das pessoas, funcionários ou
estudantes quando eles têm contato pela primeira vez com esta forma de
aprendizagem?
John Baker: nas empresas a aceitação é muito rápida. Há um período
de adaptação e assimilação da produção de conteúdo na qual nós ajudamos na
migração para o conteúdo digital. Mas a partir disso há uma grande adoção dos
recursos online em vez dos eventos presenciais. Na nossa própria empresa usamos
para todos os departamentos e partes da organização…
Flavio Xandó: eu ficaria
surpreso se vocês não fizessem assim…
John Baker: (rindo) claro!! Nossas reuniões de “quick off” de
vendas recentemente foram feitas de forma online. Por exemplo, as pessoas do
Brasil acharam ótimo não ter que se deslocar e enfrentar o nosso rigoroso inverno
(rindo)!!! E pelo feedback que tivemos os resultados são tão bons quanto ou melhores
do que as reuniões presenciais. Cada um se preparou com o conteúdo online, uns
mais rapidamente nos tópicos que já conheciam e usando mais tempo naquilo que
era realmente novo, cada um no seu tempo, maior produtividade.
Flavio Xandó: pelo que eu
entendi existe outro conceito interessante na solução BrightSpace que são
tarefas automatizadas que ajudam a realização de várias atividades aliviando o
esforço sobre o professor. Como é isso exatamente?
John Baker: por exemplo nós podemos automatizar os processos de
avaliação, ou melhor, a correção das avaliações. Sendo prova de múltiplas
escolhas (com penalização ou não pelos erros) isso é muito imediato e simples,
totalmente automatizado. Mas nós vamos mais longe em outras áreas. Se alguém
não se loga no sistema por duas semanas, deixando um curso interrompido, e-mails
são enviados em nome do instrutor para o aluno lembrando-o do compromisso ou
oferecendo assistência para superar alguma dificuldade. Estes tipos de
atividades uma vez automatizadas permitem que a estrutura tenha capacidade de
escalabilidade, atender um número maior de alunos.
Flavio Xandó: nas correções
de avaliações podem ser misturadas ações realmente automatizadas, como por
exemplo, as provas de múltipla escolha com questões dissertativas nas quais o
aluno tem que produzir um pequeno texto para responder às perguntas? Este tipo
de avaliação e resposta também são muito importantes.
John Baker: podemos fazer de ambos os jeitos. Em questões cuja
reposta são textos mais curtos podemos automatizar a atribuição de nota para a
questão por meio de um processo de análise de expressões relativas e busca de
palavras chaves na resposta. Em função da presença destes termos esperados as
notas são atribuídas automaticamente. Se 5 palavras chave de 5 esperadas são
encontradas a nota máxima é atribuída àquela questão.
Flavio Xandó: mas isso é
apenas um auxílio para o professor. Ele pode ler as respostas e conferir se a
atribuição da nota está de fato correta? Ou mesmo se for uma questão cuja
reposta seja um texto mais longo e elaborado…
John Baker: claro, ele pode fazer as duas coisas. E no processo de
correção automática o sistema também indica um hyperlink que remete ao ponto do
material de apoio do curso no qual a resposta está citada para que o estudante
leia, revise e aprenda aquilo que ele não havia assimilado ainda. Isso é muito
mais do que apenas indicar na prova “reposta errada”. Ter um bom mecanismo de
feedback para o aluno sobre a sua prova é realmente importante.
Flavio Xandó: você acredita
que o que vocês estão fazendo, por meio de sua empresa, sua solução, que vocês
estão participando, em conjunto com algumas outras iniciativas, de algo que
pode ser uma verdadeira revolução no processo de ensino e aprendizagem?
John Baker: esta é uma completa transformação e uma revolução na
forma como as pessoas ensinam e aprendem globalmente hoje em dia. Eu penso que
isso é apenas o começo de uma imensa transformação. Nós já temos visto isso, maior
dedicação e engajamento no processo por parte dos estudantes. Temos visto maior
taxa de retenção nos cursos e taxa de conclusões em ensino médio e
universidades. Também nas corporações, mais taxa de retenção e conclusão nas
atividades internas de treinamento. Vimos isso de perto, por exemplo, na
Accenture. Sim isso tudo é começo de uma imensa revolução!
Flavio Xandó: estou realmente
convencido. Os gregos 3000 anos atrás usavam um pedaço de madeira para escrever
em uma caixa de areia e ensinar seus pupilos, hoje em dia praticamente a mesma
coisa ainda é feita, apenas usando quadros negros, não tão diferente assim!!
John Baker: sim, é isso mesmo! Eu concordo! Agora é a hora para
grandes transformações! Vemos que a velha receita do “mesmo tamanho igual para
todos” não é definitivamente o melhor caminho. E cada vez mais conhecimento tem
sido criado no mundo (a cada dia), mais e mais assuntos para serem ensinados.
Muitas pessoas estão interessadas em muitos novos tópicos. Por isso pensamos
que o sistema de modelos preditivos pode antecipar como será a demanda pelos
conteúdos e o caminho de conteúdo do curso, previsão das notas a serem obtidas
em determinado curso… Assim o sistema pode ajudar a direcionar quais cursos
devem ser realizados por quais pessoas para que certos objetivos sejam atendidos.
Flavio Xandó: que tipos de
empresas e que instituições estão usando a tecnologia D2L aqui no Brasil?
John Baker: algumas das instituições de ensino com quem trabalhamos
são Fundação Getúlio Vargas, UniT (Universidade Tiradentes), Unigranrio,
Unievangelica e FAESA, entre outras. Estão buscando transformações no processo
de educação. Nós começamos também com corporações recentemente como por exemplo
uma grande construtora aqui no Brasil. Estes casos citados não são situações de
avaliação ou prova de conceito. Eles estão usando de fato nossa solução. O
único que ainda está no processo de projeto piloto é a FGV, pois eles são
bastante criteriosos no processo de análise. Há vários contatos em estágio
inicial que poderão se concretizar e se transformarão em clientes efetivos.
Vemos que podemos ter uma rápida expansão de nosso serviço no Brasil ao longo
dos diferentes segmentos como escolas, universidades e empresas.
Flavio Xandó: já faz algum
tempo que tenho ouvido das empresas que elas têm usado alguma solução de
treinamento à distância, mas pelo que percebo o BrisghSpace é algo que vai
muito além…
John Baker: nossa primeira geração de soluções era fundamentalmente
trazer para o mundo online o material tradicional das aulas que já existia.
Assim todos que participavam destes cursos tinham as mesmas atividades, o mesmo
exato conteúdo e a mesma exata experiência. Mas evoluímos e nos diferenciamos
bastante por meio da personalização e da possibilidade de adaptar o conteúdo
proporcionando uma experiência muito mais rica e estimulante. Essa é uma
mudança enorme. Este é o nosso real foco e objetivo.
Flavio Xandó: as empresas,
escolas ou universidades que começam a usar esta tecnologia o fazem implantando
o sistema localmente em sua infraestrutura ou usam hospedado na nuvem?
John Baker: a imensa maioria, praticamente todos usam a solução em
nuvem. As atualizações são instantâneas e automáticas. Não há interrupções
(“downtime” zero).
Flavio Xandó: acredito que
para uma experiência rica e de bom desempenho uma infraestrutura local
(própria) bastante sofisticada seria necessária. Mas você já tem este ambiente
e com toda a flexibilidade e elasticidade que uma solução em nuvem proporciona.
John Baker: isso mesmo. Temos como facilmente escalar nossa
capacidade de atendimento entre milhões e milhões de estudantes, com toda a
robustez e também segurança necessária e pelo volume temos como reduzir muito o
custo final do serviço.
Flavio Xandó: então o modelo
de cobrança é “SaS” – software as service?
John Baker: exatamente! Nós sempre acreditamos no modelo de
software como serviço, desde a criação da empresa. O valor percebido pelo
cliente é que oferecemos a melhor tecnologia, um serviço bastante aprimorado e
com um custo por estudante bastante interessante o que torna este modelo mais
atraente para que seja adotado. Também facilita escalar volumes de usuários no
sistema. Desde pequenas escolas ou pequenas universidades, bem como as grandes escolas
e corporações.
Flavio Xandó: estou bem
seguro de que isso tudo sobre o que nós conversamos não é apenas necessário. É
mais que essencial.
John Baker: é nossa motivação. Algumas das melhores escolas do
mundo que integram o grupo www.K12.com trabalham exclusivamente ou predominantemente de forma online.
Já são mais de 100 mil estudantes só deste grupo em New York, Canadá,
Singapura, Nova Zelândia e mais vários outros lugares. Por isso estamos
extremamente empolgados com o que podemos também trazer e já estamos trazendo
para o Brasil.
Flavio Xandó: John foi ótima
esta oportunidade de conversar com você, por conhecer melhor a solução da D2L.
Estou realmente muito agradecido pela oportunidade, sua atenção e seu tempo!!
Espero ter mais notícias da D2L em breve!

