A urgência de medidas concretas diante da crise global de energia: análise da NHS

O risco global de fornecimento de energia é uma questão urgente que requer ação imediata por parte das empresas e da sociedade civil

Author Photo
12:00 pm - 05 de março de 2024
Faturamento setor Energia Solar Abradisti

Por Fabio Moro*

Entre os cinco principais riscos para 2024, figura em primeiro lugar a crise de fornecimento de energia. O resultado foi apresentado no Relatório de Riscos Globais 2024, desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial em colaboração com a Zurich e a Marsh McLennan. Foram entrevistados quase 1,5 mil especialistas globais, dos quais 84% mostraram-se preocupados com o mundo nos próximos dois anos. O relatório auxilia os tomadores de decisão no equilíbrio entre as crises atuais e as prioridades de longo prazo.

O ranking foi determinado por quatro forças estruturais: mudança climática; bifurcação demográfica; aceleração tecnológica e mudanças geoestratégicas. A crise energética já não é mais uma preocupação apenas futura e vem se mostrando cada vez mais presente no cotidiano do brasileiro. As previsões só tendem a piorar e, por isso, planejamento e prevenção são urgentes. De acordo com o World Energy Outlook 2020, a demanda por energia em todo o mundo está prevista para aumentar em 9% até 2030. Esse aumento será impulsionado principalmente pelos mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Para enfrentar essa crise energética, é essencial compreender suas causas e implicações. Devemos escolher se queremos ser parte da solução ou do problema. Em 2010, a eletricidade era acessível para 84% da população mundial, aumentando para 91% em 2021. No Brasil, o acesso à energia é praticamente universal, atingindo 99% da população. Apesar desses avanços, ainda há muito a ser feito, especialmente em regiões menos desenvolvidas.

A queda no fornecimento de energia elétrica, principalmente após eventos meteorológicos, tem sido frequente no cotidiano dos brasileiros, afetando as mais variadas rotinas, tanto pessoais como empresariais. Dentro desse cenário, o interesse da população por nobreaks vem ganhando força. Os equipamentos são essenciais tanto para residências, edifícios e comércios como para restaurantes e farmácias, além de indústrias, hospitais e produtores rurais.

Leia também: Áudio e vídeo por IP representam salto quântico para comunicação em grandes ambientes

O brasileiro está repensando a gestão da sua energia. E é apenas em uma crise que ele percebe a dependência que temos dela para trabalhar, para o lazer e, muitas vezes, para sobreviver. Nobreaks e sistemas de energia solar garantem uma fonte de energia confiável, contribuindo para a eficiência operacional e a sustentabilidade ambiental, proporcionando segurança e tranquilidade para clientes.

Os nobreaks são projetados para fornecer proteção contra falhas de energia, garantir o fornecimento contínuo de energia e proteger equipamentos contra danos causados por picos de energia, surtos e quedas de tensão. Isso com diferentes capacidades de carga e recursos para atender às necessidades de diferentes ambientes, desde residenciais até corporativos.

Os problemas da falta de energia são os mais variados, desde caos no trânsito, falha na abertura de portões de garagem, câmeras de segurança que deixam de funcionar, elevadores parados, faltar uma reunião on-line importante, não conseguir realizar uma compra no comércio, perder o estoque armazenado em geladeiras e freezers, entre outros.

Além dos nobreaks, soluções de energia solar também estão crescendo no mercado doméstico e comercial. Segundo o Estudo Setorial 2023 da Abradisti, na análise do faturamento dos distribuidores por Grupos de Produto, a energia solar está entre os itens que mais tiveram crescimento, subindo de 20% para 23% entre os anos de 2021 e 2022.

Afinal, esses sistemas de energia solar podem ajudar a reduzir a dependência da rede elétrica convencional e contribuir para a sustentabilidade ambiental. Mas o que muita gente não sabe é que a instalação de sistemas solares convencionais não adianta no caso de uma queda da rede elétrica. Para solucionar esse problema, no Brasil já estão sendo fabricados inversores híbridos que garantem que o cliente continue usando a energia guardada mesmo quando não há fornecimento da rede elétrica local.

É preciso que a população tenha conhecimento da energia usada na sua casa ou no seu estabelecimento para que tome a decisão correta, tanto para prevenir a falta de energia como para ter autonomia de utilizar a reserva energética em momentos críticos. É crucial que tanto governos quanto organizações privadas e sociedade civil trabalhem juntos para garantir que o acesso à energia seja uma realidade para todos. Afinal, a energia é um direito básico que impulsiona o desenvolvimento econômico e social. Juntos, podemos criar um futuro mais sustentável e equitativo para todos.

*Fabio Moro é diretor Comercial e de Marketing da NHS, uma empresa associada à ABRADISTI – Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação.

**Os artigos publicados na coluna não refletem necessariamente a opinião da ABRADISTI.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Newsletter de tecnologia para você

Os melhores conteúdos do IT Forum na sua caixa de entrada.