Ataques DDoS têm crescimento de 205% no primeiro semestre de 2022

Os ataques DDoS tiveram um aumento acentuado de 205% no primeiro semestre de 2022, em comparação com o mesmo período do ano passado – a maior alta dos últimos quatro anos, segundo a pesquisa Global DDoS Landscape Report, realizada pela NSFOCUS.

Além disso, 51% dos bots estavam em softwares e aplicativos usados para possibilitar o trabalho remoto, tais como como VPNs, Famatech, Radmin (software de controle remoto), armazenamento conectado à rede e Kubernetes (sistema de gerenciamento de cluster de contêiner de código aberto). E 46% em dispositivos IoT infectados como roteadores domésticos, câmeras e outros.

“Se mais da metade dos ataques DDoS tem origem em aplicativos e softwares usados para o trabalho à distância, fica evidente que a proteção de perímetro não é mais suficiente, há necessidade de proteção eficiente nos endpoints, contêineres, cargas de trabalho em nuvem e dispositivos IoT. Também é possível perceber falha grave na implementação de políticas de segurança adequadas, além de sistemas inteligentes de defesa. Podemos deduzir ainda que tanto o usuário precisa ser treinado para não clicar em links duvidosos, como as empresas precisam aprimorar sua cibersegurança”, assinala Tom Camargo, diretor da CLM.

O estudo descobriu que ataques da ordem de Terabytes não são mais tão raros. Desde abril de 2022, a NSFOCUS detectou, por três meses consecutivos, um pico de ataques que ultrapassaram um terabit por segundo. Segundo a empresa, com recursos adequados, lançar ataques DDoS de nível de Tb não é mais uma tarefa difícil para os invasores. Para se ter uma ideia, mais de 40 ataques DDoS, maiores que 100 Gpbs, aconteceram por dia, no período.

Outros destaques do relatório mostram que o Sudeste Asiático foi a região que sofreu mais ataques DDoS e a inundação de UDP (User Datagram Protocol) foi o vetor mais usado nessas investidas. Os invasores têm mudado sua estratégia, de modo a inundar o destino com tráfego difícil de se distinguir do legítimo. Além disso, o Mirai foi o botnet mais perigoso e com o maior número de bots, sendo responsável por mais de 60% dos ataques DDoS. Lembrando que 87% dos ataques DDoS duram em menos de uma hora.

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