ASUS M6Ne – Um notebook surpreendente

Escolhendo um Notebook
Uma vez que o usuário decide que precisa de um notebook, a dúvida seguinte é “qual”. Existem centenas de modelos no mercado e inúmeras características distintas, que vão afetar profundamente a usabilidade. Antes de falar de plataformas, vamos nos concentrar nos tipos de notebooks existentes. Podemos agrupar em apenas três tipos que vão determinar o modo de uso: os pequenos, os médios e os grandes.
Os pequenossão geralmente mais caros (maior portabilidade, maior preço). Tem telas de 12 polegadas, mas, pelo menos os melhores modelos, mantém a resolução de 1280px de largura, equivalente a um monitor LCD de 17 polegadas utilizado em desktops. O teclado é diminuto, a duração da bateria varia entre 2 a 6 horas e o peso total do equipamento é cerca de um quilo e meio. São menores (largura e comprimento) do que uma folha de papel A4 e por isso cabem em qualquer pasta com bastante discrição.
Os processadores utilizados geralmente são os modelos de menor desempenho ou do tipo Ultra Low Voltage, privilegiando a economia de energia. Os HDs costumam ser de 1.8 polegadas, os mesmos utilizados no iPod da Apple e em outros MP3 Players baseados em HD. A participação no mercado desses modelos é pequena, mas está crescendo, diferente dos Tablets PC, modelos também pequenos mas com características distintas (especialização em algumas funções) que têm baixo volume de vendas. A ASUS está trazendo para o Brasil dois modelos pequenos muito interessantes, o M5, baseado no chipset i855GM e o W5, baseado no Sonoma (i915G) com uma WEB CAM de 1.3 megapixels, as especificações estão no site da
NotebookOne ou da
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Os médios
Os grandessão conhecidos como DTR ou , ou seja, são notebooks com telas de 15 a 17 polegadas, bem largos, peso em torno de 4.5 KG, teclados grandes, mais espaço interno para periféricos (até 2 HDs em alguns casos) e não primam pela portabilidade. O tempo de bateria não é muito alto, já que não é o foco do produto, mas pode chegar até umas 4 horas dependendo do modelo.
Há outras características que são comuns na maioria dos notebooks, como o grande número de interfaces (Wireless, IrDA, BlueTooth, Leitor de Cartões, Modem, placa de rede, Firewire, portas de impressora, USB, saídas para TV, monitores externos, etc), o kit de acessórios (bolsas, mouse externo) e um kit de softwares de controle de energia. Cada fabricante oferece seu modelo ao mercado combinando esses recursos a fim de atender as necessidades do público ao qual se destina o produto.
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Essa é a primeira decisão que um usuário deve ter: qual desses três tipos de notebooks é o mais útil para ele?
Se o objetivo é estar com o notebook em qualquer lugar, especialmente aqueles que não têm escritório fixo, os modelos pequenossão os mais indicados. É o modelo ideal para quem faz apresentações constantes, ou desenvolve parte importante do seu trabalho no estabelecimento do cliente, fora do seu escritório. Há, porém de se considerar o conforto na digitação, se o uso do teclado for intenso, talvez seja mais interessante pegar um do tipo médio mais leve, sacrificando um pouco a portabilidade em nome do conforto ao digitar. O preço alto e a performance menor são os pontos fracos desses modelos.
Para aqueles que permanecem nos seus escritórios a maior parte do tempo, se mudam com menos intensidade ou em situações onde vá permanecer mais tempo nesse segundo lugar, como em um sitio ou em um projeto de longo prazo em outra cidade, o ideal são os modelos grandespor causa da versatilidade de configurações que seu tamanho permite. Os modelos com telas de 17 polegadas e grandes resoluções são às vezes melhores do que muitos desktops tradicionais. Há modelos que permitem até RAID nos seus HDs internos. Os benefícios mais evidentes são a boa performance, o conforto no uso do teclado, a abundancia de recursos e periféricos, mas o peso e as grandes dimensões acabam prejudicando o uso diário em viagens constantes.
Qualquer outra situação se encaixa melhor em um modelo médio, e é por isso que eles são tão comuns e tem tantas variações entre os modelos. Particularmente eu escolheria um que tenha uma tela com resolução superior a 1280px de largura, o que equivale a um monitor LCD de 17 polegadas, embora nos notebooks eles são possíveis em telas de 15 polegadas ou menos. O M6, por exemplo, tem essa configuração no formato WideScreen 1280×800 em uma tela de 15.4 polegadas
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É curioso notar como os painéis de LCD para desktops estão atrasados em relação dos de notebooks. Não é difícil encontrar um modelo com resolução de 1440 pixels em uma tela de notebook com 15.4 polegadas, mas é raríssimo encontrar um monitor desktop de 19 polegadas com essa resolução.
Centrino é o nome que a Intel desenvolveu para chamar o conjunto de três peças que formam o coração dos notebooks. O processador Pentium M, o chipset (i855 e mais recentemente o i915) e a interface de rede Wireless (atualmente no padrão G, de 54 MB/s). O que torna o Centrino muito interessante é que ele foi desenvolvido exclusivamente para notebooks, com atenção especial ao gerenciamento de energia. Seus componentes podem ficar parcialmente dormentes quando não estão em uso, poupando a bateria.
Em qualquer comparativo técnico entre plataformas, os modelos com maior durabilidade de bateria são sempre da plataforma Centrino, e o Pentium M oferece tanta performance e que muitos acreditam que vá suceder o atual Pentium 4 nos desktops.
Ainda na Intel, há os modelos Pentium 4, que na minha opinião são muito ruins para notebooks. A performance é inferior aos modelos Pentium M equivalentes e consomem muito mais energia, requerendo baterias maiores e mais pesadas para ter uma funcionalidade mínima. Por outro lado, alguns deles têm HyperThreading, o que pode ser útil em um modelo DTR voltado para desenvolvimento multimídia.
Na linha AMD, só recentemente foi lançado o Turion64, uma tentativa de combate ao Centrino, mas ao contrário da Intel a AMD não desenvolveu um produto novo, apenas rebatizou o Athlon64 (só o processador) que está sendo oferecido junto com chipsets ATI, SiS, entre outros. Esses chipsets não diferem dos modelos utilizados em desktops, nem os processadores, e não é a toa que o mercado mundial não está absorvendo esses modelos na velocidade que se esperava, além do que a durabilidade da bateria é menor do que em um Centrino de desempenho equivalente.
Para quem dá valor ao preço baixo, há modelos muito baratos baseados nos processadores Sempron, com uma salada de chipsets de baixo custo (geralmente SiS) que oferecem alguma funcionalidade. Não sei se o custo chega a compensar, porque um notebook Centrino baseado em Celeron M (a versão mais barata do Pentium M) já custa menos de 900 dólares no mercado americano, alguns abaixo de 800 dólares.
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