As mudanças nos PCs

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2:45 pm - 04 de dezembro de 2011

O mercado do PC

Vejamos o que diz a Intel:

  • Em média, quase um milhão de PCs foram vendidos todos os dias durante 2.010.  O crescimento deverá continuar quando consideramos que os PCs são muito mais baratos hoje em dia; o salário médio necessário para comprar um PC convencional caiu de 5,5 semanas em 2000 para uma semana no Oeste Europeu.
  • Uma pesquisa realizada entre 1000 adultos nos EUA revelou que em 2008, 2009 e 2010, os consumidores colocaram os notebooks/laptops no topo das suas listas de desejos de eletrônicos.
  • A Forrester prevê que em 2015 haverá 2,25 bilhões de PCs em uso em todo o mundo (em comparação com 1 bilhão de PCs no final de 2008) e isso será impulsionado principalmente pelos mercados emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China, que contabilizarão mais de 800 milhões de novos PCs até 20154.
  • A Gartner prevê um aumento de 10,5% nas vendas de PCs em 2011 (aumento de 387.8 milhões de unidades) e um crescimento de 13,6% em 2012 (para 440.6 milhões de unidades). Embora esta esteja abaixo de uma previsão anterior, os sinais ainda demonstram um mercado com crescimento saudável no cenário global.
  • As projeções da Intel para o crescimento do segmento de PCs em 2011 permanecem na faixa de baixo do duplo dígito com base no início da força de venda que testemunhamos no começo de 2011 e da grande aceitação da nossa segunda geração de PCs baseados nos processadores Intel Core.

E aqui meus comentários:

Eu não sei exatamente o que vem a ser um “desejo eletrônico”, mas não me surpreende o fato de que nestes últimos três anos os americanos adultos tenham sonhado com um novo computador portátil. Porém gostaria de saber quantos destes já têm um tablete. Porque, no meu entender, o grande embate de 2010 ocorrerá entre os tabletes e os computadores portáteis de pequeno fator de forma, sejam eles “notebooks“, sejam “netbooks“. E mais: não sou muito bom neste negócio de previsões, e citando o grande filósofo americano “Yogi” Berra (uma espécie de Dadá Maravilha lá deles), sou pior ainda quando elas se referem ao futuro. Porém sou capaz de apostar que os “netbooks” tenderão a desaparecer, “engolidos” pelos tabletes, enquanto os “notebooks” deverão sobreviver. E sua sobrevida será proporcional ao tamanho de sua tela e seu poder de processamento. Ou seja: quanto maior sua tela e mais poderoso o “notebook“, maior será sua probabilidade de se manter no mercado (provavelmente substituindo um micro de mesa, ou “desktop“). E quanto menores e menos poderosos os “netbooks“, menos chances terão de sobreviver (provavelmente substituídos por um tablete ou um telefone esperto destes mais “parrudos”, exceto se destinados a um nicho específico de mercado como os Classmate PCs da Intel, concebidos para o mercado educacional e com diversas características que os diferenciam da massa de “netbooks” comerciais).

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E mais: gostaria muito de saber quantos daquele milhão de PCs vendidos diariamente são micros de mesa e quantos são portáteis. Porque pelo andor da carruagem, os portáteis irão substituir os micros de mesa que tenderão a se restringir a um nicho de mercado formado por viciados em jogos, malucos que gostam de trabalhar com dois ou três monitores (como este que vos escreve) e uma ou outra tribo de hábitos, digamos, peculiares.

Então, o negócio ficará mais ou menos assim: quem gosta de tela pequena, fica com seu tablete. Quem gosta de tela grande, com seu portátil. E quem tem hábitos peculiares, fica com seu micro de mesa (atenção: cuidado aí com o que você inclui entre os “hábitos peculiares”; faço parte da categoria devido à minha estranha mania de estender minha Área de Trabalho aos três monitores de 24″ que uso conectados ao meu computador de mesa e quero deixar claro que as tais peculiaridades de hábitos acima citadas se restringem ao terreno da informática).

Resumindo: o resultado disto é que os tabletes dominarão o mercado, os portáteis ficarão cada vez maiores (me refiro ao tamanho da tela e à capacidade de processamento; quanto ao peso e espessura, estes diminuirão consideravelmente) e os micros de mesa sobrarão para os escritórios e as poucas escrivaninhas domésticas de quem sabe apreciar uma boa máquina.

Quanto ao derradeiro parágrafo da citação da Intel, é óbvio que ela puxa a brasa para a própria sardinha, se é que me entendem (e aquela frase onde se lê “permanecem na faixa de baixo do duplo dígito com base no início da força de venda que testemunhamos no começo de 2011″ é uma forma um tanto gongórica de dizer “ficam pouco acima dos 10% como indicam as vendas recentes”). Mas também é inegável que o que ela chama de “segunda geração… do Intel Core” constitui uma soberba linha de processadores e embora a AMD tenha dado um razoável salto adiante com sua arquitetura Fusion, tudo indica que com os novos chips a Intel voltou à liderança tecnológica na liça dos processadores.

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