A placa de seu “Home Theater” e os jogos nacionais

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2:36 pm - 08 de janeiro de 2012

Uma plaquinha invocada

A arquitetura AMD Fusion, suas famílias e tipos de processadores (todos com controladora gráfica de alto desempenho integrada que, por isto, a AMD classifica de Unidade de Processamento Avançado, ou UPA) já foi abordada aqui mesmo em uma longa série de colunas cuja primeira “Fusion I: a evolução dos gráficos“, foi publicada há exatamente um ano. Sobre cada um de seus chips, inclusive o E-350 que equipa a HDC-I, escrevi na coluna “Fusion V: Os chips“. Portanto não cabe aqui descer a detalhes técnicos. Mesmo porque eles podem ser encontrados no próprio sítio do fabricante, na página da HDC-I.

Também não me darei ao trabalho de fazer comparações ou testes de desempenho, já que uma busca do Google revelará que eles já foram feitos alhures, quiçá por mãos mais competentes (o processador, integrado à placa, funciona com frequência de 1,6 GHz e há relatos de “overclock” estável em frequências superiores a 2,2 GHz). Vou, então, abordar apenas o essencial e, o que me parece mais importante: relatar como se pode montar um bom centro de entretenimento doméstico com base nesta placa acrescentando a ela muito pouca coisa.

Quem olha para uma pequenina HDC-I não faz ideia do que ela é capaz. É o exemplo típico daquele sujeitinho pequeno, mas decidido, que não leva desaforo para casa.

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Aí está ela, na figura 2. Como adere ao fator de forma miniITX, é uma plaquinha quadrada de menos de 20 cm de lado. E já vem com o processador nela soldado, um exemplar da plataforma Brazos, destinado a máquinas de baixa capacidade de processamento e muito baixo consumo de energia, um E-350 da família “Zacate” de núcleo duplo. A controladora gráfica a ele integrada é uma Radeon 6310 que suporta vídeo de alta resolução (inclusive o padrão HD 1080P das novas televisões de alta definição), DirectX 11 e Unified Video Decoder (UVD). O processador utiliza a tecnologia de fabricação de 40 nm e cada núcleo tem dois caches internos L1 (um para dados, outro para instruções) de 32 KB cada e um cache L2 de 512 KB rodando na metade da frequência da UPA.

Repare, na figura 2, que o largo dissipador de calor ativo (com ventoinha) que cobre quase todo o centro da placa é responsável pelo arrefecimento tanto da UPA quando do “chipset”. Mas a verdade é que não há muito calor a dissipar: o TDP (Thermal Design Power, ou dissipação de potência de projeto, que corresponde à potência dissipada em condições de máxima demanda da UPA) não ultrapassa os 18 W o que faz da HDC-I, sempre é bom repetir, a placa ideal para base de centros de entretenimento domésticos.

Por falar em “chipset”, o da HDC-I não é um circuito comum, mas um FCH, ou Fusion Controller Hub, desenvolvido especialmente para a arquitetura Fusion. Mais especificamente é um Hudson M1 FCH e cumpre as funções da antiga “South Bridge”. Considerando-se que a capacidade de processamento do conjunto é limitada (pois seu objetivo fundamental é o baixo consumo de energia), não apela para recursos como controle de memória principal em duplo canal (como se vê na figura 2, a placa tem dois conectores para memória DDR3 1066/800 e suporta até 8 GB de RAM, mas ambos fornecem 64 bits por ciclo). E a possibilidade de expansão é reduzida : se resume a dois conectores PCI-E, um x16 e um mini x1, sem qualquer outro tipo de conector, inclusive PCI, paralelo ou serial. Mas, considerando que seu objetivo é prover vídeo e áudio de boa qualidade e ser capaz de receber grande número de dispositivos de armazenamento de massa de alto desempenho, é perfeitamente satisfatório.

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Senão vejamos: o Hudson M1 controla 4 portas internas SATA de 6 GB/s, 10 portas USB 2.0 (seis no painel traseiro, quatro em conectores internos) mas duas portas USB 3.0 e duas eSATA 6 GB/s no painel traseiro, aceita conexões sem fio Bluetooth e dispõe de um controlador de áudio de 8 canais (7 + 1) de alta definição. E, como se vê na figura 3 que mostra os conectores do painel traseiro da placa, não é por falta de conexões que se deixará de exibir a imagem seja lá em que dispositivo for: lá se percebe, além da clássica conexão VGA, um conector DVI e, no canto inferior esquerdo, uma porta HDMI. Além do conjunto de saídas para áudio, que inclui uma porta SPDIF, e a tradicional conexão de rede RJ 45.

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A única conexão que talvez faça falta é uma porta IEEE 1394 que, inexplicavelmente, a HDC-I não traz. Em contrapartida, para quem pretende dispor de Internet em seu centro de entretenimento doméstico e não está disposto a estender cabos de rede pela casa, a plaquinha vem com uma controladora miniWiFi interna AzureWave com suporte para IEEE 802.11 b/g/n e a respectiva antena. A Figura 4 mostra a pequena placa inserida no conector miniPCI-E e devidamente aparafusada na placa-mãe. Uma das extremidades do condutor da antena é ligada à placa metálica conectada à controladora e a outra ao suporte da antena fixado na traseira do gabinete. Desta forma a HDC-I pode conectar-se sem fio a um roteador com ponto de acesso WiFi e assim não apenas inserir-se na rede doméstica como também conectar-se à Internet e distribuir o conteúdo (vídeos e música, por exemplo) pelos componentes do centro de entretenimento doméstico.

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