A HP, seu suporte e o preço da tinta

A HP não é mais a mesma…
Clica aqui, clica ali (é preciso especificar o idioma e coisa e tal) acaba-se baixando um arquivo executável de 12 MB denominado “ljM1005-HB-pnp-x64-pt.exe”. A página de onde se faz a transferência do arquivo contém atalhos para “Descrição”, “Instruções de Instalação”, “Requisitos do Sistema”, “Leiame” e “Correções”, todas devidamente inspecionadas e cujas recomendações foram escrupulosamente obedecidas.
E nada…
Executa-se o arquivo (com a impressora devidamente desconectada, como recomendado), a instalação se inicia e, sem mais aquela, simplesmente trava. E não mais se manifesta. Nem se dá ao trabalho de exibir uma mensagem de erro.

Mas que coisa! E agora? Bem, pode ser que o arquivo tenha sido corrompido durante a transferência, vamos baixa-lo novamente. E assim foi feito, com o mesmo resultado.
Quem sabe o driver foi instalado e não foi ativado porque a impressora não está conectada? Pois vamos conectá-la e ligá-la. Fi-lo e aparece aquela pequena janela no canto inferior da tela avisando que “novo hardware foi detectado” e que o “driver está sendo instalado”. Agora a coisa vai, pensei eu. Alvíssaras!!!
Que nada. Desperdicei minhas alvíssaras, que lástima, uma palavra tão especial jogada fora assim sem mais nem menos… Pois não é que o sistema interrompe o processo e informa que o fez porque “é necessário instalar um driver”?
Mas, pombas, não era isso mesmo que eu estava tentando?
Bem, eu tinha diante de mim uma máquina nova, com uma cópia legal de Windows 7 x64, uma impressora de fabricação relativamente recente que até a semana anterior funcionava perfeitamente na máquina antiga com Windows XP e acabara de baixar o driver para o novo sistema operacional diretamente do sítio do fabricante. Em suma: tudo absolutamente nos conformes. E não obstante não conseguia fazer o trambolho funcionar. Só havia uma saída, pensei eu: recorrer ao suporte.
Tolinho…
Vou poupá-los dos longos trâmites, intermináveis telefonemas e absurdos diálogos com máquinas e pessoas, todas muito delicadas mas que não resolviam meu problema. Mas não posso deixar de mencionar que, apesar de a máquina ter sido comprada por uma pessoa física, ser usada em casa e eu ter seguido exatamente as instruções para obter suporte, depois de cinco ou seis telefonemas em que eu tinha que repetir marca, modelo e até número de série da impressora, acabei sendo informado que aquele modelo em particular foi fabricado para uso corporativo e que, portanto, embora fosse usuário doméstico, eu teria que recorrer ao suporte corporativo. Onde, afinal, me disseram que eu não tinha direito a suporte telefônico porque tal direito se esgotara com a garantia e que eu deveria saber disso se “tivesse lido o contrato”. E, se eu quisesse suporte, teria que ser via “chat“.
“Chat” é chato mas, pensando bem, não foi tão mau. Porque me deu a oportunidade de mostrar para vocês o diálogo absolutamente kafkiano travado via teclado com uma “especialista de suporte”. Que vai abaixo transcrito com pouquíssimas alterações (pontuação, correção de erros de digitação e supressão de redundâncias; fora isto está tudo aí na base do copiar e colar).
