Especial 10 Anos IT Web: Evolução da Web FIM Decreta de 2,0 ALGUMAS Profissões

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12:47 pm - 24 de maio de 2011

Ao longo dos últimos

dez anos, várias profissões surgiram para atender às demandas geradas pela

internet. A de webdesign é uma delas. Mas, com a evolução tecnológica, a

procura por esses profissionais pode até diminuir. A explicação é a seguinte: hoje,

na Web 2.0, há centenas de ferramentas amigáveis para construir sites e páginas.

Vive-se, então, um paradoxo: cada vez se precisa menos de um webdesigner para se

estar presente na internet.

“As novas funções

estão exigindo muito mais cérebro e criatividade das pessoas”, explica Edson

Carli, consultor em gestão de talentos e blogueiro do IT Web. Segundo ele, não é que o webdesigner vá desaparecer. Ele deverá

ser útil em projetos mais elaborados, nos quais usará mais a cabeça do que os

braços.

As profissões

realmente estão mudando. Carli aponta para uma nova era em que “se pode

construir a carreira que se quiser”. Segundo ele, vive-se uma saudável volta

aos projetos de garagem. Alguém trabalhando em casa pode ganhar um bom dinheiro

desenvolvendo aplicativos para celulares ou ringtones, por exemplo. 

Esta matéria faz parte de uma

série especial de reportagens sobre o futuro da internet, em

comemoração aos 10 anos do IT Web. 

Muitos falam que a

própria profissão de jornalista está ameaçada. Trata-se de uma inverdade. Sim,

o chamado “colhedor” de notícias está com os dias contados. Qualquer pessoa

hoje pode fazer isso. A pessoa que quiser continuar na profissão tem de fazer

algo mais. “Além de só dar a notícia, o verdadeiro jornalista terá de comentar

e analisar”, coloca Carli.

As novas funções e

profissões que estão surgindo têm algo em comum: exigem mais tutano e menos

suor. Você já ouviu falar de um tal de “analista de buzz”? Pois bem, Alessandro

Barbosa Lima, CEO da E.Life, empresa que atua na área de gestão do relacionamento

em redes sociais, explica: “Trata-se de uma pessoa que coleta as informações do

boca a boca das redes sociais consolidando as informações e processando-as  de acordo com a visão da empresa-cliente”. Na

própria E.Life, já existe o analista de relacionamento. É quem faz a gestão de

relacionamento em nome de uma determinada companhia dentro de uma mídia social.

De qualquer forma, o mercado de trabalho está ficando

mais complexo, tanto para quem entra como para os próprios especialistas. Em

estudo divulgado no começo do mês de abril, a pesquisadora Jean M. Twenge, da San

Diego State University, demonstra a atual dificuldade para manter no emprego

pessoas da chamada geração Y. A pesquisa, feita com 16.507 pessoas de

várias faixas etárias (baby boomers,

geração X e geração Y), mostra que muita coisa mudou.

A começar pelos valores. A importância do lazer cresceu de uma geração

para outra, enquanto caiu a importância do trabalho centralizado. Valores

extrínsecos, como status e dinheiro, subiram de prioridade na geração X,

mas são ainda maiores entre os jovens de hoje.

Por incrível que pareça, ao contrário do que sugerem as comunidades

digitais, os valores sociais (como a capacidade de fazer amigos) e valores

intrínsecos (como um emprego interessante orientado para resultados) tiveram

uma colocação menor entre os entrevistados da geração Y.

Leia mais:

Há dez anos, nascia o portal de notícias de tecnologia e

telecomunicações IT Web. Para comemorar a data,

diversas reportagens serão publicadas ao longo do mês de abril com

objetivo de, mais que fazer uma retrospectiva, analisar as mudanças

pelas quais o mundo e os negócios passaram, além de apontar tendências

que podem trilhar a próxima década da internet. Acompanhe o especial!

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