Startup IT Works busca parceiros como franquias

Com pouco mais de um ano e meio no mercado, a IT Works ? especializada em inteligência fiscal e que faturou 2 milhões de reais em 2011 -, pretende dobrar seus resultados neste ano e está em busca de parceiros que queiram trabalhar na modalidade ?franquia?.
A IT Works surgiu a partir da demanda do próprio EFD PIS/ Cofins e foi criada a partir da união de forças da Solutta, empresa especializada em contabilidade e consultoria tributária, e da Celera, fábrica de software especializada em gestão.
Para explicar um pouco mais sobre a nova companhia, falamos com Vitor Peixoto, gerente comercial da companhia.
CRN Brasil – Você disse que a empresa tem pouco mais de um ano. Quantos clientes já conquistaram?
Vitor Peixoto – A empresa tem um ano e meio e contamos hoje com mais de 200 clientes, com empresas de pequeno, médio e grande portes em nosso portfólio.
CRN Brasil – Você busca por parceiros que tenham a intenção de tornarem-se franquias. Como está isso e para onde você está olhando oportunidades?
Vitor – Sim. Chamamos de franquia o parceiro que tem condições de absorver as funções comerciais (prospecção de clientes, demonstração da ferramenta, elaboração de proposta comercial e fechamento de contrato), técnicas (definição de processos, instalação e parametrização da ferramenta, treinamento dos usuários) e de suporte (esclarecimento de dúvidas, pós-venda, suporte nível 1) etc.
Temos modelos definidos para outros tipos de parceiros que tenham interesse em apenas comercializar a solução e deixar que a IT Works assuma as etapas de treinamento, implantação e suporte. Para cada tipo de parceiro, temos uma política comercial definida e uma estratégia diferente. Entretanto, é claro que o sistema de franquias é o que mais nos atrai, uma vez que nos permite aumentar nossa capilaridade de atendimento.
CRN Brasil ? Quais são e como funcionam as soluções da IT Works?
Vitor – Nosso produto chama-se RFD Monitor e é um suite com quatro módulos e, de uma forma bem resumida, gera o SPED de PIS/ Cofins e o SPED Fiscal para o cliente sem a necessidade de integração com o sistema de ERP adotado.
Trabalhamos o cadastro tributário de nosso cliente, de forma a adequar tanto os impostos (PIS, Cofins, Icms, IPI) quanto os NCMs e CSTs. O cadastro tributário é, de longe, um dos maiores problemas que as empresas que estão no Lucro Real enfrentam, pois é praticamente impossível adequa-lo sem ajuda.
Após conferirmos o cadastro de nosso cliente, partimos para a segunda etapa que é a gestão dos documentos eletrônicos do mesmo, através de um aplicativo chamado GFE (Gestor Fiscal Eletrônico). Fazemos a gestão das NFEs de entrada e saída, arquivos das ECFs (impressoras fiscais) e CTEs por cinco anos em data center. Além disso, cuidamos da validação e transmissão destes documentos, facilitando a administração dos mesmos.
Nossa terceira ferramenta chama-se SPED e é mais técnica, operada pelo contador da empresa. Nela, ele pode fazer a escrituração fiscal digital do cliente, uma vez que temos integração dos documentos eletrônicos recebidos e demais documentos fiscais enviados com o cadastro tributário do cliente corrigido. Na ferramenta SPED o contador simplesmente faz a validação das informações já processadas por nós e acrescenta demais documentos que dão direito a crédito de PIS e Cofins. Depois, basta transmitir o arquivo e fazer a validação do mesmo no PVA (programa validador do SPED).
Nosso quarto módulo é o um emissor de NFE, para clientes que tem problemas em gerir a transmissão e validação de suas notas eletrônicas.
Juntas, Solutta e Celera identificaram a demanda por uma solução que automatizasse ao máximo os processos para atender a demanda do SPED, uma vez que a maioria dos clientes de pequeno e médio portes não tem processos definidos e subutilizam o ERP contratado.
Além disso, a mão de obra que opera estes ERPs não está capacitada para interpretar o emaranhado de leis e regras tributárias que o FISCO cria, tornando difícil e pouco confiável criar o arquivo do SPED a partir destas informações. Com a nossa suíte de produtos, automatizamos ao máximo o processo e transferimos para nosso software a capacidade de interpretar a legislação, facilitando o trabalho do cliente e garantindo maior assertividade ao arquivo.
CRN Brasil – Qual a estratégia para angariar novos clientes este ano? Por onde começaram a atacar e onde querem chegar?
Vitor – Temos duas frentes: uma através de nosso networking e atendendo a demanda de indicações geradas por nossos clientes, e outra através de parceiros e revendas. Entendemos inclusive que a segunda estratégia tem um potencial muito maior e por isso focaremos na prospecção e capacitação de canais que tenham estrutura e conhecimento em legislação tributária e varejo para alavancarmos nossas vendas.
CRN Brasil – Qual o faturamento de 2011 e qual a expectativa de 2012?
Vitor – Em 2011 atingimos aproximadamente 2 milhões de reais em faturamento e a previsão é faturarmos entre 4 e 5 milhões de reais em 2012.
CRN Brasil – Quantos funcionários a empresa já tem e quais as principais novidades para a companhia, quanto a contratações e promoções?
Vitor – Temos hoje 40 funcionários e estamos em busca no mercado de profissionais com conhecimento em legislação tributária e implantação de softwares para gestão.
CRN Brasil – Onde está o canal da IT Works?
Vitor – Nossos possíveis canais possuem perfis variados. Podemos ter escritórios de contabilidade, software-houses especializadas em varejo, que não tem interesse em investir esforço na criação de um módulo fiscal, e revendedores e integradores que atuam no varejo.
CRN Brasil – Por que apostar na IT Works? Onde está o dinheiro para o parceiro?
Vitor – Porque hoje não temos nenhum concorrente que tenha desenvolvido um pacote de produtos tão abrangente. Nossa solução combina serviço, software e consultoria de forma a tornar a adequação ao SPED bem menos traumática. Para qualquer parceiro, desde aquele com perfil para ser uma franquia até aquele que quer atuar apenas como um revendedor, as oportunidades são enormes.
Todas as empresas que estão no lucro real devem entregar, a partir de março, seus arquivos digitais referentes a janeiro. Depois, devem entregar em abril referente a fevereiro e assim por diante.
A questão é que temos visto no mercado um jogo de empurra-empurra entre o contador e a software-house, e, na maioria dos casos, nem um nem outro tem conseguido apresentar uma solução. É fato: se uma empresa interessada em ser nosso canal sentar e conversar com 10 clientes de sua carteira por meia hora sobre o assunto, verá que existe oportunidade para uma solução como a nossa.
CRN Brasil – Como funcionarão os treinamentos e certificações?
Vitor – As empresas interessadas passarão por um processo de treinamento que envolve duas fases: uma técnica e uma conceitual.
Na fase técnica abordaremos questões como instalação, parametrização e implantação das ferramentas, treinamento dos usuários, como identificar possíveis problemas e as respostas para os mesmos, etc. Nesta fase a revenda fará um treinamento que pode chegar há uma semana com posterior acompanhamento de nossa equipe técnica nas primeiras implantações.
Em paralelo, faremos com a equipe do parceiro um treinamento conceitual sobre o mercado, como identificar as oportunidades, como abordar o cliente, quais os problemas que possivelmente ele tem etc. Esta fase também demandará acompanhamento de nossa equipe comercial nos primeiros prospects do parceiro. Teremos o maior prazer em auxiliar nosso parceiro no que ele precisar.
CRN Brasil – O software atende de pequenas a grandes empresas, porém, a maior aderência é notada em que nicho do mercado?
Vitor – Atende qualquer porte de cliente, desde pequenos comércios até grandes redes de varejo. Notamos aderência em qualquer porte de cliente, uma vez que a obrigatoriedade de entrega do SPED é para qualquer porte de empresa que se encontra no regime de tributação do lucro real nesta primeira fase e, a partir de Julho para as empresas com regime de tributação no Lucro Presumido.
