Celular será próximo alvo de hackers

Os primeiros vírus para celulares apareceram já há alguns anos. Destinavam-se a smartphones, o que na época significava plataforma Palm ou Symbian. Agora que o mercado de smatphones não pára de crescer – e com mais capacidades – tornaram-se alvos mais atrativos para os hackers.
Os primeiros bugs de celulares eram menos prejudiciais (dependendo do que se considera prejudicial). Podiam fazer ligações automaticamente ou disparar mensagens de texto (SMS) para todos os contatos, ou tornar-se um spam de SMS, também chamado de “spim“. Com cada vez mais smartphones conectados à internet e às redes corporativas, podem causar mais danos que nunca.
As chamadas botnets representam estão entre as maiores ameaças. Botnet é um jargão para uma coleção de software robôs, ou bots, que rodam anonimamente e automaticamente. As botnets são usadas para disparar spam pelo mundo. O problema é que os portadores de aparelhos infectados geralmente desconhecem o fato, e nunca tomam nenhuma providência.
De acordo com um relatório da Georgia Tech, universidade respeitada nos EUA, pesquisadores estão preocupados com as infecções do tipo botnet em celulares. Eles dizem que “se os celulares forem absorvidos por estas redes, novos tipos de ataques fraudulentos podem nascer. Por exemplo, os aparelhos invadidos poderiam ser programados para chamar números pagos ou para comprar ringtones de companhias configuradas pelos criminosos. Um bom apelo dos celulares para os hackers é que os aparelhos estão sempre ligados, transmitem mais dados e em geral usam menos recursos de segurança”.
Alguns smartphones têm opções de segurança melhor que outros. Softwares para o sistema operacional da BlackBerry, ou Windows Mobile e Symbian existem. Com o crescimento da transação de dados corporativos sensíveis em dispositivos móveis, as empresas que proverem seus funcionários com smatphones não podem mais ser indiferentes aos riscos.
