Centro de pesquisa da EMC capacitará profissionais com universidades
Companhia vai oferecer curso de verão com a UFRJ para 60 profissionais interessados em aprofundar conhecimentos em Big Data.

O centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D), que a EMC está construindo no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, deverá contar com um time de 50 profissionais até 2013. Entre eles, pesquisadores e desenvolvedores de software.
Com o apagão de mão de obra batendo à porta das empresas, a fabricante de sistemas de armazenamento e gerenciamento de informação quer reduzir essa carência e vai unir-se à academia para capacitar talentos e integrá-los em sua operação.
“Temos grande compromisso com as pessoas e queremos formar profissionais para que possam atuar no centro, que focará na pesquisa e no desenvolvimento nas áreas de Big Data e óleo e gás”, explica Karin Breitman, diretora do Centro de P&D da EMC, recém-contratada para comandar o espaço.
Ela afirma que a EMC está organizando uma “escola de verão”, batizada de EMC R&D Big Data Summer School, em parceria com a UFRJ para capacitação em TI, Big Data e temas pertinentes à área de pesquisa do centro, voltado para aquisição, análise, colaboração e visualização de dados sísmicos gerados pela indústria de petróleo e gás.
A primeira turma começa entre os dias 4 e 7 de fevereiro de 2013. Serão oferecidas 60 bolsas para os participantes, que terão despesas de deslocamento e diárias no Rio de Janeiro pagas pela EMC. Professores da UFRJ, EMC e de Universidades do exterior, especializados em Big Data serão os responsáveis por ministrar o curso.
De acordo com Karin, o processo de seleção da escola será realizado por meio de chamada aberta, que deve acontecer em setembro, e a escolha dos participantes será feita por um comitê especialmente montado para a seleção.
“Vamos conceder bolsas para profissionais de todo o Brasil que ficarão quatro dias imersos em um curso e alto nível”, adianta Karin. Segundo ela, o Brasil conta com bons pesquisadores, a ideia é dar um empurrão para que eles possam ingressar em empresas e não ficarem em universidades.
A executiva afirma que para tornar-se um membro do centro e ter a oportunidade de participar do curso, o profissional deve ser um bom pesquisador e ter interesse em trabalhar na área de análise de grande quantidade de dados. “É preciso ainda ser bom de matemática, estatística e ter domínio de tecnologias”, lista.
Karin destaca que o centro está desenhando parcerias com outras universidades do Rio de Janeiro para ampliar o alcance da capacitação.
