Chega a vez da GVT

A GVT, resultado do consórcio formado pela holandesa Global Village Telecom (78%) e as norte-americanas ComTech Communications Technologies (20%) e RSL Communications (2%), está investindo US$ 1 bilhão até o final de 2002 para o término da instalação de sua rede e vai gerar 700 empregos diretos.
A companhia já definiu que não vai utilizar seu nome completo – Global Village Telecom – para não confundir os usuários com a empresa de telefonia móvel Global Telecom e por isso optou apenas pelas iniciais: GVT. Em entrevista ao IT Web, o vice-presidente de marketing, Ciro Kawamura, falou sobre as estratégias e expectativas da empresa para o Brasil.
IT Web – Que diferenciais vão oferecer para concorrer com a Brasil Telecom?
Kawamura – Teremos produtos para o mercado residencial e corporativo, serviços para conexão à Internet e transmissão de dados, incluindo banda larga ADSL. Além disso, nossa rede é 100% digital o que traz segurança e certeza de upgrades mais velozes para nosso usuários.
IT Web – O que o mercado corporativo pode esperar da GVT?
Kawamura – Além de infra-estrutura para banda larga teremos uma planta de saída específica para grandes empresas, vamos oferecer aplicações de e-business, construção de portais, canais de comunicação dedicados e endereços IP. O serviço Premium destinado para bancos, provedores e multinacinais, ainda vai oferecer roteadores que serão mantidos no cliente, redes VPN, infra-estrutura para criação de intra e extranets e o Datametronet – malha de conexão entre matrizes, filiais ou fornecedores mais importantes.
IT Web – E para atingir as metas estabelecidas pela Anatel, o que a GVTestá preparando para o mercado residencial?
Kawamura – Apesar de ser mais caro, vamos utilizar tecnologia WLL para alcançar as metas estabelecidas pela agência e assim poder prestar outros serviços ou atingir novas localidades. Desde o príncipio, não vamos ter nenhum aparelho telefônico que só serve para voz, vamos iniciar as atividades oferecendo terminais com voz, dados e Internet até 64 kbits por segundo para os usuários residenciais.
IT Web – Falando em metas, após alcançá-las a GVT pretende disputar o mercado de telefonia móvel com as bandas C, D e E?
Kawamura – Assim como todos, temos a intenção de disputar essas licitações. Ainda não sei se faremos parcerias ou se formaremos consórcios, porque primeiro temos que terminar de construir nossa rede e atingir as metas de qualidade. Quanto a isso, temos reuniões semanais de acompanhamento para saber os pontos de evolução, qualidade da ligação e como está o telemarketing.
IT Web – A rede ainda não está terminada. O que falta e quanto tempo vai levar para tudo ficar pronto?
Kawamura – Faz um ano que estamos construindo, até 2002 a rede tem que estar pronta se quisermos disputar outros mercados. Estamos utilizando switches e armários da Nortel, antenas e terminais WLL da ECI, entre outros fornecedores. Neste momento, estamos buscando parcerias com outra operadoras para utilização de backbones e últimas milhas.
