M-commerce vai alavancar o B2C

“O comércio eletrônico é tão passivo quanto o tradicional, o consumidor tem que estar na frente de um micro, assim como acontece dentro de uma loja. No m-commerce, conseguimos encontrá-lo em qualquer lugar e, a partir daí, anunciar promoções e ofertas”, explica Romualdo Monteiro de Barros, diretor da Inteliredes.
A empresa, criada há dois anos, já está negociando com cinco carriers brasileiras e promete terminar seu sistema até o ano que vem. Segundo Barros, nesta ocasião o seviço de Emergência dos Estados Unidos, conhecido por 911, deverá estar definindo o padrão tecnológico a ser utilizado para a localização de pessoas através do celular. “E esse padrão deverá ser adotado pelos demais países”, completa.
A empresa também está criando aplicativos que vão dar informações sobre o trânsito na região onde está o usuário e ainda as promoções que podem ser encontradas naquela área. “Hoje os serviços não são práticos, eles enviam mensagens do que está acontecendo na cidade toda, e não onde está o usuário. Isso é irritante. Não quero saber o trânsito da Zona Leste se estou na Zona Sul, por exemplo”, comenta Barros.
Contrariando a posição de algumas operadoras como a Telemig e a BCP, o executivo acredita que o consumidor final será o grande utilizador dessa tecnologia. “Em três anos, teremos mais usuários de celular que de PCs no mundo”. Mas ele não descarta a utilização no mercado corporativo. “Também estamos desenvolvendo sistemas de localização de frota para empresas de transporte e seguradoras”.
Barros ressalta apenas que o usuário terá que concordar em receber as informações para que o serviço não se torne incomodativo. “Além disso, outra questão importante é o fato das baterias de celular não serem nenhuma maravilha. Se você fica incomodando o usuário o dia todo, quando ele realmente precisar, a bateria vai estar descarregada”, completa.
Para a criação do sistema de Location-based Services, a Inteliredes fechou parcerias com a Prolan e a SigmaOne, com o objetivo de integrar diferentes sistemas e as tecnologias TDOA (Time Difference of Arrival) e AOA (Angle of Arrival). “Neste momento estamos testando o serviço em algumas cidades pequenas e no ano que vem tudo estará pronto para as operadoras criarem suas aplicações”, promete Barros.
