?Animadores de dados? trazem vida ao Big Data

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10:15 am - 18 de janeiro de 2013

Se você tem lido a InformationWeek e acompanhado os movimentos e discussões de mercado, certamente, está familiarizado com o termo ?cientista de dados?, que, de modo geral, se refere a um indivíduo altamente capacitado em múltiplas disciplinas técnicas, incluindo ciência da computação, análises, matemática, modelismo e estatísticas. Este profissional é adepto à colheita significativa de ideias a partir dos enormes conjuntos de dados para que se possa criar a comunicação adequada para nós, incluindo alguns desafios técnicos e diferentes frentes de ações de negócios.

Mas quando você pensa sobre esta profissão, o que esses gurus da informação realmente fazem é ?animar os dados, trazendo-os à vida?, afirma Guy Cuthbert, diretor-geral da Atheon Analytics, companhia britânica de análises de dados.

Criada há seis anos, a empresa é composta por 10 pessoas que analisam grandes conjuntos de dados do varejo para as cadeias de supermercados britânicos, como Tesco, Waitrose e Sainsbury, assim como para certo número de fornecedores de alimentos, incluindo Coca-Cola, Nestle, Vigilantes do Peso e Yoplait. ?Somos especializados em análises visuais. Nossa grande sacada é pegar grandes quantidades de dados e transformá-los em aplicações ricas e interativas?, afirma Cuthbert.

Como observa o executivo, o cientista de dados é, em essência, um animador que esboça imagens para que a história seja contada. ?Tendemos a usar o termo ?animador de dados?, pois muito do que fazemos é trazer o big data à vida, disponibilizando-o de forma bastante acessível?, disse Cuthbert, que chama seu trabalho de um ?híbrido interessante?, exigindo tanto habilidades matemáticas quanto talento para interação humana.

Essa rara combinação é o que torna a descoberta de animadores, ou cientistas, de dados bastante difícil. ?Estamos inclinados a buscar a graduação em ciência da computação, mas está nem sempre é a melhor opção?, avalia. ?Certamente, estes profissionais devem ser muito bons em matemática, mas eles também devem ser muito agradáveis e curiosos por natureza, para que haja o interesse em encontrar os padrões nos dados.”

Em outras palavras, todos os dados contam um conto se você souber como encontrá-los. “Há uma enorme quantidade de valor nos dados, em contar uma história com eles. Um tremendo conjunto de trabalho que, no final, é destinado a ensinar as pessoas a pensarem de forma criativa sobre o que estão fazendo com as suas informações.”

Uma das ferramentas que Atheon Analytics utiliza para gerenciar os conjuntos crescentes de dados de seus clientes é o Actian Vectorwise, um banco de dados analítico que promete alto desempenho em hardware – uma consideração importante para o custo-consciente para startups como a Atheon. “Não podíamos nos dar ao luxo de comprar um dispositivo high-end da Teradata, por exemplo”, disse Cuthbert. “Tivemos que encontrar algo que estava relativamente fora das vitrines, algo que poderíamos implantar nos servidores que temos aqui e também em nossa plataforma de nuvem.”

Nós últimos dois anos, a Atheon Analytics descobriu que muitos dos conjuntos de dados de seus clientes estavam crescendo de forma muito rápida, e por isso, há nove meses, ele decidiu por dar uma chance à Vectorwise.

A companhia saiu do SQL Server e, até agora, já utilizou a Vectorwise em quatro ou cinco projetos. ?As consultas que levavam entre 15 a 20 minutos para rodar agora acontecem em 3 ou 4 segundos?, conta. O desempenho mais rápido proporciona uma vantagem muito significativa. “Isso muda a forma como as pessoas interagem com a informação, manipulando-a muito bem ? e tão rapidamente quanto pensam em perguntas.”

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