Vivo prepara produto para classes C, D e E

Contraditoriamente, Padinha reforçou em sua palestra a preocupação das telcos celulares com a manutenção da rentabilidade. O executivo destacou os altos custos de aquisição e operação e as baixas margens EBITDA do mercado brasileiro, além da receita média gerada pelos usuários de pré-pagos, que depende fortemente da interconexão. “A receita real gerada pelos pré-pagos é de R$ 7 reais, em média. O resto vem da interconexão”, disse.
Para garantir a rentabilidade, Padinha afirma que a solução é a inovação, tanto tecnológica quanto no modelo de negócio. Assim, as apostas são novas tecnologias para baixar custo de tráfego, incentivo do SMS como principal forma de contato, racionalização da plataforma do aparelho, preço atrelado à qualidade de serviço e estímulo aos canais eletrônicos de atendimento.
Ainda assim, o presidente da Vivo afirma que, para manter a rentablidade das operadoras, a penetração dos serviços deve chegar a aproximadamente 60% nos próximos 3 a 4 anos.
Se o aumento da base de assinantes esbarra no risco de se elevar os custos opeacionais mais do que a receita gerada efetivamente, uma saída para aumentar a receita seria a disseminação dos serviços de dado. “Voz vai continuar sendo dominante, é nos serviços de dados que estão as oportunidades”, avalia. “O mercado corporativo também é sempre um foco, porque, além de ser mais rentável, nele a aposta são os dados.”
