Segunda colocada na 100+, Rhodia quer reduzir distâncias

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4:19 pm - 22 de setembro de 2011

Vencedora por três edições, nos anos de 2003, 2004 e 2005, na categoria Química e Petroquímica do estudo ?As 100+ Inovadoras no Uso de TI?, a multinacional Rhodia se consolidou, em 2011, como segunda no ranking geral e, novamente, em primeiro lugar entre as empresas que mais inovam em tecnologia da informação do setor. O prêmio foi garantido graças ao esforço do departamento de TI brasileiro na organização do projeto mundial de telepresença da companhia, que visava tanto o aspecto ambiental quanto o de ganho de produtividade.

Comandado por Fernando Birman, CIO da Rhodia no Brasil, o plano foi desenhado em 2010 e implantado em 2011, com apoio do board global da multinacional. ?A nossa informática é realmente globalizada, não existe divisão entre matriz e filial. Estamos todos no mesmo nível, sobretudo o Brasil ? fomos nós que definimos qual tecnologia seria utilizada em todo o mundo?, ponderou. O fornecedor escolhido para suportar a iniciativa foi a Tandberg – foi comprada pela gigante Cisco em 2009. Comprovando uma evolução do papel no departamento, o trabalho da TI foi extremamente estratégico, ficando praticamente de fora da operação, terceirizada pela fornecedora Orange Business Services (OBS). A explicação para um fornecedor global é simples: ?fizemos uma especificação única do que seria bom para a Rhodia e o projeto é rigorosamente igual no mundo inteiro?. A companhia tem 11 unidades no globo, que são guiadas, como explicou Birman, por diferentes cidades? motivo pelo qual a proximidade, por meio da tecnologia, é tão importante. Desta forma, foram contemplados com os investimentos os escritórios de São Paulo (Brasil), Nova Jersey (Estados Unidos), Xangai (China), Cingapura, Paris (França) e Lyon (França), que possuem uma sala padrão para a execução de teleconferência.

Um dos objetivos do projeto era reduzir a emissão de carbono, garantindo o foco sustentável, que tanto dita as corporações do século 21, e permitir a economia de 30% dos gastos com viagens de executivos (o valor total despendido com o tráfego não foi detalhado). O tempo médio de utilização das salas está, atualmente, no patamar de 50 horas por mês, devendo chegar a 70 horas no final do ano. ?Cada sala tem hospedado, em média, 40 reuniões mensais. Até o final do ano, pretendemos chegar ao patamar de 80 reuniões mensais?, explicou.

Os investimentos totais foram de cinco milhões de euros, que englobam os custos da implantação, operação, manutenção, entre outros, até 2013. Toda a infraestrutura necessária para o funcionamento das salas é originária dos fornecedores da empresa. Exatamente por ter sido pago um valor para o pacote que, quanto mais as salas forem utilizadas, maior será o payback do projeto. Pelas avaliações do plano, o tempo de retorno do investimento é rápido, chegando em menos de um ano. Contudo, o próprio Birman foi enfático quanto ao retorno financeiro da proposta. ?O ganho principal será a qualidade da comunicação. O projeto foi aprovado pelo incremento de comunicação que ele proporciona, pela proximidade com as filiais do mundo inteiro. Isso gera um ganho de agilidade na tomada de decisão que não tem um valor tangível. É um ganho estratégico?, explicou.

Os percalços de implantação do projeto, explicou, foram mais no sentido logístico do que de implantação tecnológica. ?Como é algo focado, basicamente, em compra de produtos ? não é um novo ERP, por exemplo, que traz uma mudança na forma de trabalhar ? é muito mais fácil de inaugurar?, explicou. As seis salas de telepresença deveriam entrar em funcionamento no primeiro dia de janeiro, mas as operações foram normalizadas em fevereiro. Como se trata de produtos de importação, alguns deles demoraram mais tempo do que o planejado no desembaraço aduaneiro, especialmente no Brasil e na China. ?Aconteceram atrasos e as salas acabaram ficando prontas em diferentes momentos, mas nada que atrapalhasse muito?, continuou. Posteriormente ao lançamento das salas, foram feitos ajustes finos, basicamente de melhora do foco da imagem e de regras de utilização. De acordo com o CIO, a tecnologia atendeu às expectativas: é como se um executivo que estivesse do outro lado do mundo estivesse na mesma sala que ele.

Na visão de Birman, o projeto deixou clara a participação estratégica do departamento de TI, sem o peso operacional que por tanto tempo acompanhou o CIO e os profissionais da área, de uma forma geral. ?O departamento continua sendo tão importante quanto antes. A diferença é que, agora, algumas ferramentas de TI estao muito acessíveis e, realmente, são extremamente fáceis de usar, não dependendo mais da área e de seus profissionais?, pontuou. ?Nosso papel está mudando ? e é importante ter consciência desse novo papel, que é o de aconselhamento, de ajudar o cliente a tomar as decisões, e não necessiarmanente tentar só controlar a tecnologia. É importante a áea de informática ajudar a cooperação, explicando governança, questões de segurança e privacidade, preservando os recursos da empresa e resguardando os dados. Estamos muito mais estratégicos?, finalizou.

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