Mercado de rastreamento diversifica aplicações

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1:19 pm - 24 de maio de 2011

O mercado de rastreabilidade e monitoramento prepara-se para tempos de forte crescimento na América Latina. Puxado principalmente por Brasil e México, esse crescimento deverá gerar na região receitas de US$ 2,7 bilhões com serviços e vendas de equipamentos para frotas e consumidores, um aumento de 80% em relação a 2010, segundo a empresa de pesquisa C.J. Driscoll & Associates.

No Brasil, empresas como a Zatix, dona das marcas Graber Rastreamento e Omnilink Tecnologia, preparam-se para atender a um mercado cada dia mais receptivo a aplicações sofisticadas, que associam o rastreamento a muito mais do que localização e recuperação de cargas e veículos.

?Os clientes têm usado cada vez mais o rastreador para ter informações que incrementam a logística de sua frota. A demanda por esse tipo de benefício foi a que mais teve impulso nos últimos anos?, diz o presidente da Zatix, Martin Hackett.

O executivo também observa crescimento da demanda por telemetria para aplicações cada vez mais diversificadas, como gestão mais eficiente das horas extras praticadas por empregados e prevenção contra acidentes ambientais. ?Grandes empresas de produtos químicas, por exemplo, estão apostando na telemetria porque sabem que tão ou mais grave do que um roubo de carga é ter acidente com mortes e danos ao meio ambiente?, diz Hackett.

O executivo reconhece que a tecnologia de rastreamento poderia estar mais disseminada no país, e que muitos segmentos econômicos que já a experimentam não avançaram para além dos serviços básicos relacionados com segurança. ?São incontáveis as aplicações já experimentadas lá fora com grande êxito para as companhias, em termos de eficiência operacional, mas que ainda não se vê no Brasil?, diz o presidente.

Ele reconhece que uma parcela de culpa por esse descompasso se deve ao próprio mercado fornecedor brasileiro. ?Uma barreira é a nossa capacidade de vender aplicações mais inovadoras às empresas?, diz o executivo. Outra barreira, segundo ele, ainda é o custo do produto.

?Mas há uma tendência natural de queda de preço, e a resolução nº 245 que entra em vigor este ano (do Contran, que obriga montadoras a instalar equipamento antifurto nos veículos novos saídos de fábrica) pode fortalecer essa tendência, porque o consumidor livra-se do investimento inicial para aquisição do equipamento e, se quiser, ativa o serviço. Isso deve impulsionar o uso da tecnologia de rastreamento no Brasil?, finaliza o executivo.

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