SOA coloca TI da Rede Ipiranga em linha com os negócios

Acompanhar o crescimento dos negócios sempre é um desafio para a área de TI, que através da compreensão das necessidades vai encaixando as soluções em busca de implementar os caminhos para a tal continuidade dos resultados. É um movimento em looping para a unidade corporativa de tecnologia.
Uma das formas de dar início a esta meta é através da implementação da Arquitetura Orientada a Serviço (Service Oriented Architecture), que entrega visibilidade dos serviços, da controle às operações e, principalmente, amplia a governança de TI por áreas, possibilitando uma evolução da infraestrutura. Este, aliás, tem sido o resultado obtido pela Rede Ipiranga, em parceira com a Sensedia ? empresa brasileira especialista em soluções para arquitetura de TI.
Como conta Alexandre Santos, arquiteto de sistemas da coordenadoria de Sistemas Administrativos da Ipiranga, o projeto possibilitou a aplicação de políticas de governança em mais de 100 serviços de negócio da empresa, organizando as integrações de TI. O papel da Sensedia foi estabelecer padrões e processos que trouxeram economia de custos através do reuso dos serviços e elevou a maturidade da TI da Ipiranga e sua integração com o negócio.
?O primeiro projeto foi a Nota Fiscal eletrônica (NFe) no SOA, no final de 2007. Ali, sofremos muita resistência, pois o maior desafio foi a questão do ?aculturamento? da equipe?, conta Santos. ?A arquitetura entrou, inicialmente, para os sistemas internos da companhia, foi evoluindo, crescendo, e a empresa foi vendo os benefícios, ganhando adeptos. Em 2010, por exemplo, ajudou na parte de governança, pois não tínhamos repositório e mapa de rastreabilidade.?
No caso citado acima, a Sensedia implementou a ferramenta Sensedia Repository (repositório de serviços) para a definição de práticas iniciais de governança e desenvolvimento de um roadmap de evolução incremental de maturidade. Segundo Santos, o projeto só foi possível a partir da criação de um grupo responsável pela arquitetura de integração de aplicações dentro da Ipiranga, que concentrou as responsabilidades e atribuições.
Hoje, o SOA está, principalmente, trabalhando para a evolução dos programas de fidelidade da Rede Ipiranga. ?Foram estabelecidos processos para gerenciar e organizar os ativos, bem como suas ligações a produtos que atendem o consumidor final da rede de postos de abastecimento, tais como o Jet Oil e o Kilometros de Vantagem, que conta com 10 milhões de clientes cadastrados?, informa Santos.
Tendo todos os processos visíveis e encaixados nos módulos corretos, a Ipiranga, com a crescente demanda de seus programas de incentivo para angariar clientes, iniciou algumas migrações para a computação em nuvem. ?O SOA nos impulsionou para cloud computing, pois assim que começamos a divulgar os serviços na internet, o volume de dados aumentou muito. Minha base de KM de Vantagens, por exemplo, fica num data center público?, explica.
Os próximos passos são automatizar etapas de atualização do catálogo de serviços, extrair métricas de reuso e ampliar a abrangência de projetos. ?Outro ponto é que estamos cada vez mais expostos, então passamos a olhar com mais afinco para soluções de segurança, devido ao grande fluxo de transição de dados?, observa Santos.
