Domine as conexões remotas

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8:37 am - 03 de janeiro de 2012

Há alguns anos, o acesso remoto à rede era privilégio de poucos. Hoje, é a norma. 69% das empresas consultadas permitem que seus funcionários acessem, remotamente, recursos corporativos de seus PCs; 63% liberam o acesso via dispositivos móveis pessoais.

É dessa forma que os sistemas operacionais móveis invadem as empresas. Não há motivos para imaginar que as empresas irão inverter o curso e a TI não deveria se preocupar em lutar contra tal acesso.

Em vez disso, a TI precisa pressionar por uma política racional sobre conexões remotas. Enquanto o acesso via dispositivos pessoais melhora a produtividade, se torna um problema se a TI não souber como lidar com ele. Apenas 28% das empresas disseram ter regras para o acesso por dispositivos móveis que envolvem plataformas, tipo de dispositivo e segurança. Não jogue a culpa dessa falta de compliance no fato de que tablets e smartphones são novidades; apenas 35% das empresas têm esse tipo de regra para desktops e laptops.

A falta de gerenciamento de dispositivo deixa a rede à mercê de muitos problemas. Somente 18% das empresas que permitem o acesso dos funcionários por dispositivos móveis investiram em monitoramento com sistema que inclui detecção de intrusos, proteção antivírus e gestão de correções. 45% apenas monitoram básico de segurança e status de software; e chocantes 37% não monitoram nada. Tal abordagem cria problemas de segurança e deixa a TI à deriva. Dentre as empresas que permitem a conexão via dispositivos pessoais, só 14% oferecem, oficialmente, suporte e 16% dizem aos usuários que eles estão sozinhos. Os outros 70% deixam a equipe de suporte em um tipo de inferno, na esperança que os usuários não ligarão para o help desk com perguntas cujas respostas eles não sabem.

Dominar o problema é outro aspecto da disciplina. Dedique parte do seu tempo à criação e atualização de uma lista detalhada de plataformas e dispositivos permitidos. Ao mesmo tempo, invista e use as modernas opções de monitoramento e gerenciamento disponibilizadas por grandes empresas como a Cisco, Juniper e Fortinet, incluindo as baseadas em nuvem. Esses investimentos dão à TI as ferramentas e autoridade para bloquear sistemas e navegadores não suportados e reforçam um aplicativo antivírus comum. A TI não pode apenas dizer não para novos dispositivos. Não há retorno para aquele mundo centrado em Windows. Mas é preciso inteligência para não substituí-lo por um novo mundo tão caótico.

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