Big Data: contrate um time de cientistas de dados

Com problemas para encontrar um cientista de dados qualificado, indivíduos com múltiplos talentos em manipulação e modelagem de informações, programação e desenho de interfaces, e, também, fluente na linguagem dos negócios?
Boa sorte com isso. Uma abordagem mais pragmática é construir um time de cientistas de dados com habilidades particulares que podem ajudam a sua empresa analisar e visualizar as informações, diz David Steier, diretor de gestão da informação de negócios da Deloitte.
Em entrevista por telefone para a InformationWeek EUA, Steier deu sua perspectiva sobre os relatos de escassez de cientistas de dados, e também sobre como as organizações podem montar um time de analises bem sucedido, mesmo com a dificuldade de encontrar talentos.
?Para ter impacto no mundo real de análises, especialmente no segmento corporativo, você precisa combinar um grupo de pessoas que podem trabalhar juntas?, explica Steier, que é PhD pela Carnegie Mellon University, de Pittsburgh, Pensilvânia (EUA).
O diretor concorda que encontrar um cientista de dados perito numa variedade de disciplinas técnicas e de negócios está bastante complexo. ?Não se encontrar todas as habilidades necessárias numa única pessoa. Aliás, é muito raro encontrar até alguns dos requisitos numa menor amostra de pessoas.?
?Nem todas as pessoas que podem lidar com essa matemática está disposto a engajar os clientes ou de enfrentar a realidade?, explica Steier, acrescentando que os magos das análises podem ?preferir a clareza dos números? em vez da interação social.
E é ai que a abordagem de time pode ajudar, embora a despesa adicional de contratar vários profissionais, cada um com sua habilidade única, pode ser menos atraente para os cortes de custos das empresas. ?Não é um esforço barato?, concorda.
Novamente, se a grana está curta, uma companhia pode construir todo ou parte desse time de cientistas de dados no exterior, onde os custos laborais são menores. Essa abordagem é particularmente eficiente quando a empresa está procurando por pessoas com habilidades analíticas.
?Francamente, o sistema educacional está, provavelmente, mostrando que há cientistas de dados preparados para análises em outros países?, pontua Steier, que diz que a Deloitte contrata ?um significante grupo? de pessoas para analytics na China e Índia.
Trabalho em equipe é essencial, indiferente se o grupo está localizado dentro da mesma sala ou disperso pelo globo. De fato, gerenciar um time de cientistas de dados é ?não é para os fracos do coração?, brinca o diretor.
?Você realmente deve estar comprometido em ter pessoas técnicas trabalhando pesado com o time de negócios, para que eles tenham uma variedade grande de abordagens?, acrescenta.
Em longo prazo, acredita Steier, a escassez de cientistas de dados irá se corrigir por si só. Uma das razões é que os salários estão aumentando ? forma sempre viável de atrair talentos ? e as universidades estão provendo mais aulas em questões de informação.
?Vemos uma série de faculdades oferecendo cursos de business analytics?, disse Steier. ?A inscrição (para esses cursos) está crescendo rapidamente, então você já pode notar uma força do mercado em tentar balancear a demanda.?
Outro fator que pode desempenhar um papel importante na quanto a escassez de mão de obra: ferramentas avançadas que dá aos usuários corporativos fôlego novo para extrair insights do Big Data. ?Eu comparo isto com aquele velho problema das operadoras de telefonia. Tenho certeza que se elas tivessem feito uma projeção de longo prazo, compreenderiam que metade da força de trabalho poderia operar de uma central.?
O que aconteceu, entretanto, é que grande parte dos operadores das centrais foram, eventualmente, automatizados. A profissão de cientista de dados pode seguir um caminho bastante similar.
