Por que redes sociais internas não são suficientes?

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8:01 am - 05 de novembro de 2012

Redes sociais internas são abertas para novas formas de colaboração em muitas organizações, mas a palavra operativa é ?interna?. Muitas empresas até discutem a possibilidade de expandir esses canais para parceiros de negócio e fornecedores, mas trata-se de um terreno ainda pouco ou nunca explorado por elas. Em recente relatório, a Forrester Research oferece uma interessante abordagem de como a nuvem poderia ajudar nessa transição de colaboração intrasocial para intersocial.

No estudo ?Business Networks Will Push The Cloud Beyond IT?, Stefan Ried argumenta que a computação em nuvem será o combustível essencial para inovação corporativa ao permitir uma real colaboração entre parceiros de negócios.

Mas a nuvem não tem sido usada para isso atualmente? Sim, mas de longe, de acordo com análise de Ried, a aplicação de cloud tem sido focada na entrega e consumo de recursos computacionais e não em transformar modelos de negócio. ?Mesmo com CIOs enxergando valor na flexibilidade e no modelo de consumo Opex da nuvem, arquitetura computacional multitenant tem contribuído apenas com valor em termos de operações de TI e redução de custo?, escreve Ried no relatório.

O que muitos CIOs não têm feito, aponta o estudo, escrito por Rief, Pascal Matzke e Michael Yamnitsky, é entregar a tecnologia de nuvem para estimular a inovação no centro do negócio. O meio para fazer isso e desenvolver redes de negócio.

A Forrester define essas redes como canais que permitam parceiros de negócio trocar bens e dinheiro para colaborar e compartilhar dados em tempo real por meio de uma plataforma única e em nuvem baseada em relacionamentos de confiança em vez de mapeamento e troca de dados B2B. As redes corporativas são uma extensão para o engajamento de múltiplos parceiros, podendo ser integrados ou federados com integrações tradicionais ou abordagens e colaboração para parceiros de negócio que não operam seus negócios core na mesma plataforma.

Esse modelo baseado em relação de confiança é chave para a rede corporativa e é visto como o que pode diferenciar tais canais de frameworks de colaboração B2B já existentes. Ried reconhece, entretanto, que pode haver questionamentos. ?Primeiramente, o conceito de colaboração com diversas organizações trabalhado na mesma plataforma de dados estruturados e não estruturados ou na mesma instância de negócios pode soar irreal ou muito teórico?, escreveu.

Entretanto, acrescenta, existem diversos fatores que direcionam a evolução desse tipo de colaboração: as companhias começam a enxergar valor no compartilhamento de dados e processos; os relacionamentos comerciais globais tem aumentado a confiança entre os parceiros de negócio; e as plataformas de nuvem estão em processo de consolidação acelerado e são mais abertas que soluções proprietárias e instaladas em um data center corporativo.

Ried acredita que as redes corporativas, como ele descreve, terão forte crescimento nos próximo cinco a dez anos. Ele também entende que, pavimentar o caminho para esses canais, deveria ser um imperativo para os CIOs.

?Embora muitos CIOs ainda acreditem que cloud computing compete com suas operações de TI, eles deveriam passar a focar no valor que pode ser gerado ao trazer inovações de tecnologias em nuvem para o contexto do negócio?, pontua. Sua companhia já considera estender a colaboração para além das fronteiras corporativas? O modelo de nuvem funcionaria? Deixe seus comentários.

 

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