Interop: o MDM está morto; vida longa ao EMM

O MDM está morto. Isso não é totalmente novo: se você está ouvindo os fabricantes e experts do mercado pelo menos desde o último ano, todos eles concluíram que o Mobile Device Management, como nós o entendemos, se comoditizou.
Uma sessão que participei aqui no Interop New York levantou grande parte deste raciocínio. De certa forma, isso não foi surpresa, já que eu estava num painel de fornecedores de segurança móvel, mas os argumentos são difíceis de confrontar. A sessão foi sobre Enterprise Mobility Management. Pense em EMM como o novo MDM.
A gestão de dispositivos móveis teve sua origem com o BlackBerry Enterprise Server (BES), a funcionalidade que deu à RIM uma grande reputação para segurança em computação móvel. Após o iPhone chegar e assumir o modelo de negócios da fabricante canadense, a Apple implementou uma série de APIs de MDM análogas aos que existiam no BES. O fato dessas funcionalidades se estenderem apenas para o que você pode fazer no iOS levou à maturidade instantânea do MDM: há uma série de companhias vendendo esse tipo de gestão e ? pelo menos nos dispositivos com o sistema operacional de Cupertino ? todos oferecem as mesmas coisas. Comoditização instantânea.
O MDM é sobre bloquear os aparelhos, prevenindo certas tarefas de serem executadas pelos usuários. Do ponto de vista de segurança, isso é algo absolutamente racional, mas os usuários não gostam. O incrível é que, nos dias de hoje, o que eles gostam ou não gostam importa. E em um ambiente BYOD, restringir as funcionalidades com bloqueios nos dispositivos é uma receita que não tem um bom gosto.
Os membros do painel, em geral, argumentaram que a forma correta de olhar para as soluções de segurança é de acordo com o contexto dos problemas apresentados dentro da empresa. Os problemas não são os dispositivos. O que você tem que assegurar são os dados da empresa e, num movimento para obter isso, as aplicações.
Numerosas categorias de produtos para segurança móvel surgiram endereçando problemas que realmente existem nas organizações. O número de abordagens é, de fato, muito grande, e a indústria está com extrema necessidade de consolidação do segmento, para que os compradores tenham menos opções, mas isso é outra história. O moderador do painel, Chris Hazelton, diretor de pesquisa da 451 Research, se refere a todos eles sob o termo guarda-chuva EMM.
A primeira e principal categoria que surgiu na era pós-MDM foi o Mobile Application Management (MAM). Existem várias companhias neste negócio, incluindo a Apperian, representada no painel, e todos os outros grandes fabricantes, como Zenprise, Mobilelron e, com a aquisição da AppCenter, a Good Technology. A ideia é colocar a aplicação em uma camada de segurança que restringe suas capacidades, de acordo com uma política. Essa abordagem pode ser feita em nível de código fonte, onde tanto a Apperian e a Good fazem, ou como um código externo envolto em uma aplicação binária, que todos fazem.
Purnima Padmanabhan, COO da MokaFive, manteve o foco na proteção da propriedade intelectual da companhia. Para fazer isso, a empresa criou containers de segurança para os dados e aplicações que por lá operam. O container está seguro, indiferente dos dispositivos que acessem ele ? equipamentos que também podem ser gerenciados e incluídos no mesmo espaço.
Neil Cohen, vice-presidente de marketing da Visage Mobile, disse que é necessário gerir usuários e não dispositivos. Um usuário pode ter muitos dispositivos, mas onde quer que vá, se ele é gerido, então o sistema é seguro.
Por último, Dimitri Sirota, chefe de estratégia e marketing da Layer 7 Technologies, contou que a sua empresa funciona como um Mobile Backend as a Service (Back-end móvel como serviço ou MBaaS). Esta é uma abordagem de middleware que normalmente fornece serviços de autenticação, notificações nativas para o usuário, funcionalidade de pesquisa através de dados armazenados, o MAM, e talvez até mesmo ambientes para desenvolvimento.
Cada uma dessas abordagens vale um texto completo, então eu não vou me estender, ainda mais por aqui, mas o ponto principal de tudo isso é que a segurança móvel está crescendo. Para isso, é preciso deixar o MDM para trás e procurar formas de capacitar os usuários, não restringi-los.
