Previsões pessimistas não se concretizam e efeito do dólar durante a Copa é minimizado

Desde o começo do ano muito se especulou sobre o mercado de Tecnologia da Informação (TI) e uma alta do dólar por conta do mundial. Enfim a Copa do Mundo chegou, e o cenário aponta a moeda norte-americana estabilizada na casa dos R$ 2,20, longe do patamar pessimista de R$ 2,80.
Apesar do valor atual estar longe do ideal para exportação e importação, que seria entre R$ 1,80 e R$ 2,00, essa cotação apresenta melhoras frente aos fechamentos de março, perto de R$ 2,50.
O dólar é justamente o maior problema para lojas que trabalham com importados – principalmente no que se refere a produtos de TI – que começa desde a produção, refletindo na revenda, e, consequentemente, no preço vendido ao consumidor final.
O movimento da moeda americana em alta impacta o valor real do produto, uma vez que mesmo quando feito no Brasil, raros são os que não possuem ao menos um componente estrangeiro, dificultando até mesmo o planejamento de vendas.
Os impactos estão também no mercado mundial: o segmento de TI deve crescer neste ano 4,1%, de acordo com a IDC. A previsão é uma revisão para baixo dos 4,6% projetados anteriormente, referentes aos investimentos em tecnologia, representando uma queda de 0,1 ponto percentual no ritmo de ascensão desses investimentos.
Ou seja, o momento é de retração. Muito se especulou, pouco se realizou, mas o Brasil conseguiu passar por esse momento turbulento, e agora com o dólar estabilizado em R$ 2,20, pode criar um melhor planejamento e política de preços para retomar o potencial e crescer os mesmos 9,2% projetados para 2014 ainda no final do ano passado.
*Mariano Gordinho é presidente executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de TI (Abradisti)
