Seus dados são uma mina de ouro ou um campo minado?
Como saber a qualidade dos dados analisados?

Dados
são essenciais para a tomada de decisão dentro das organizações de
Saúde, mas ter uma visão unificada é fundamental. Hoje, é vital que
qualquer empresa compreenda os dados de seus clientes, sejam eles
consumidores ou pacientes. O problema é quando os números não colaboram,
e você precisa começar a cavar.
Ter
dados errados em sua base é como andar em um campo minado: fica mais
difícil, para todos, definir os próximos passos. Afinal, já vivemos a
experiência de dados que, figurativamente, explodiram na nossa cara por
estarem incorretos. Já informações confiáveis se tornam um grande
negócio. Elas podem fornecer insights sobre necessidades de recursos
humanos, oportunidades da cadeia de suprimentos, melhorias operacionais,
entre outros.
A
fim de minimizar divergências dentro da organização e se concentrar em
uma versão unificada, a qualidade dos dados deve ser garantida. Mas como
fazer isso com grandes conjuntos de informações multivariadas, como as
da área da Saúde? Compreender onde qualquer dado suspeito vive é o
primeiro passo para uma tomada de decisão melhor. Ser capaz de ver toda a
história permite perceber e solucionar as dificuldades.
Os
dados captados pelo setor da Saúde podem ser divididos em tangíveis,
como o número de doentes tratados, ou intangíveis, como informações
sobre os cuidados com esses pacientes – e os hospitais têm papel central
em ambos. Seus esforços na saúde e atendimento direto à população
salvam vidas, mas também produzem uma infinidade de conteúdo que pode
ser analisado para determinar os melhores padrões e protocolos de
cuidados.
As
implicações disso são grandes. A transformação digital leva as empresas
a adotarem as melhores práticas com base nos resultados obtidos. Por
isso, a qualidade dos dados torna-se primordial para diagnósticos e
tratamentos precisos. Se organizações similares adotarem padrões de
apresentação dos dados, será possível comparar seus resultados para
entender o que funciona melhor em determinadas situações clínicas de
pacientes semelhantes. Quando agregadas, essas informações podem revelar
como alcançar o melhor atendimento com o menor custo.
Mas
como saber se há qualidade em seus dados? A resposta é aproveitar a
mesma plataforma de análise que o restante da organização utiliza –
incluir dados hospitalares é só mais uma maneira de utilizar essas
soluções. Quando essas informações estão em uma boa ferramenta de dados,
é possível agregá-los para definir inconsistências e ausência de dados.
À
medida em que a área da saúde é sistematizada, de modo que ter uma
visão completa do paciente determina a próxima etapa clínica, a coleta
de dados fica cada vez mais importante. A Internet das Coisas também tem
papel de destaque na área da saúde, Dispositivos de bem-estar tornam-se
mais baratos e mais fáceis de usar, por isso o interesse dos
consumidores na auto avaliação é crescente.
Tudo isso significa mais dados – mas a questão permanece: eles vieram de uma mina de ouro ou são um campo minado?
(*) Chris Christy é diretor de Soluções para Saúde da Qlik
