Blackberry e iPhone entram na quadra de basquete. Quem ganha?
Novidade de um lado, "idade" do outro. O colunista da CIO.com compara os smartphones aos times americanos de basquete Miami Heat e Boston Celtics.

O Boston Celtics está disputando com o Miami Heat a série final da Conferência Leste da NBA, Liga de Basquete Americana. Os Heats, liderados pelos superastros Lebron James e Dwayne Wade, eram claramente os favoritos para ir para a finais contra o vencedor da Conferência Oeste (Oklahoma City Thunder). Mas, na terça-feira, o Celts passaram a frente em número de partidas ganhas contra os Heats, perderam a partida nesta quinta-feira, 07/06, e agora disputam um lugar na final neste sábado, 09/06.
Enquanto eu estava assistindo desesperado o jogo, quase caindo do sofá, olhei para a mesa de centro e vi meu BlackBerry ao lado do iPhone da minha namorada. Quando olhei de volta para a TV me ocorreu que o time de 2012 dos Boston Celtics se parece com o atual BlackBerry, e os Heats são similares ao iPhone Apple.Durante o resto da partida fiquei imaginando BlackBerrys com camisetas brancas e verdes perseguindo iPhones em preto.
Por que? Bom, qualquer pessoa que esteja acompanhando a Research In Motion (RIM) e o BlackBerry já ouviu o termo “aging OS (SO envelhecido)” inúmeras vezes durante os últimos doze mese quando alguém se referia ao sistema operacional do BlackBerry. E qualquer um que acompanhe os Boston Celtics já ouviu críticos e analistas de esporte criticarem a idade to chamado Big Three dos Celtics: Kevin Garnett, Paul “The Truth” Pierce e Ray Allen.
Três ex-reis da NBA, KG, “The Truth” e Ray são hoje “velhos”, e 2012 será possívelmente seu último ano usando o uniforme do time de Boston. Ainda assim, os três homens tem uma grande performance, obviamente num passo mais lento que tinham no passado. E poderiam conseguir chegar até as finais da NBA. (Please, please, please, please, please.)
Como os Celtics, o sistema operacional do BlackBerry está ainda nas mãos de milhões de usuários fiéis e continua a executar seu trabalho, mesmo tendo perdido a confiança de muitos usuários de smarphones, especialmente na América do Norte. Os Celtics e a plataforma BlackBerry não são mais tão chamativos quanto eram nos seus dias de glória.
O Miami Heat representa o outro lado da moeda, assim como o absurdamente popoular iPhone. Eles são muito mais jovens. Eles são muito mais atratentes e muito mais “fashion” (É só olhar as tatuagens elaboradas do Lebron; nenhum dos Big Three do Boston tem esse tipo de adereço, com certeza.).
Os Celtics são durões e entram na quadra para fazer seu trabalho, não interessa como sua performance esteja. Mais ou menos como o sistema operacional atual dos BlackBerry. O Miami Heat adora jogadas elaboradas e as “enterradas” do Lebron. O iPhone é um gadget bonito que simplifica tarefas complexas de computação móvel e oferece uma varieade estonteante de jogos e aplicativos.
A pergunta se os Celtics conseguem ou não ir para as Finais e se poderiam ganhar seu oitavo campeonato e se a RIM vai conseguir reverter sua espiral descendente no mercado móvel ainda está para ser respondida, pelo menos por agora. Mas não é porque eles são mais velhos que dá pra dizer que o jogo acabou para eles.
Al Sacco é editor sênior da CIO.com, jornalista premiado e blogueiro que acompanha o cenário mobile/wireless com foco em smartphones BlackBerry, tablet PCs e outros equipamentos móveis para a CIO.com. Você pode segui-lo no Twitter @ASacco.
