Oracle 18c leva recursos do Machine Learning ao Autonomous Database Cloud

E, com isso, diz garantir disponibilidade do banco em 99,995% do tempo no SLA, o que significa menos de 30 minutos por ano em downtime

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10:31 am - 04 de outubro de 2017

Larry Ellison, co-fundador da Oracle e seu atual CTO, é conhecido no
cenário global pela postura agressiva e assertiva sobre seus produtos e
seus concorrentes. Ellison é o Tony Stark (Homem de Ferro) da vida real.
Não tem travas na língua. Suas apresentações durante a abertura do
Oracle OpenWorld (OOW), em San Francisco, invariavelmente geram polêmica
e agitação.

E na noite deste domingo, 1 de outubro, ao falar para
os 60 mil participantes do OOW 2017, Ellison não desapontou. O
executivo anunciou o novo Oracle 18c, o Oracle Autonomous Database
Cloud, que usa Machine Learning para trabalhar de forma autônoma na sua
própria otimização e administração e também na detecção e aplicação de
patches contra ataques de cibersegurança de dados.

“Eu não uso a
palavra revolucionária para novas tecnologias todo ano aqui na Oracle
OpenWorld porque não existem tantas novas tecnologias revolucionárias
assim. Mas esta é”, disse Ellison sobre o uso de Machine Learning no
Oracle Autonomous Database Cloud.

Por causa dessa camada de
inteligência artificial, o Oracle 18c dispensa o envolvimento humano nas
tarefas de ajustes no tamanho da cloud, aplicação de upgrades,
aplicações de correções de segurança e ajustes finos. Ele faz isso
enquanto está rodando, sem precisar de downtime e sem correr o risco de
erro humano no processo e sem precisar de pessoas testando a
performance.

oracle

O piloto não sumiu, evoluiu
Com
o uso da tecnologia de Machine Learging, “não teremos mais erro do
piloto, porque não teremos piloto”, diz Ellison. “Por conta disso
garantimos no SLA a disponibilidade do banco em 99,995% do tempo, o que
significa menos de 30 minutos por ano em downtime”.

Será o fim do
emprego de gestor de banco de dados? Para Larry Ellison na verdade é o
momento de evolução desse indivíduo, que ficaria com tempo livre para
dedicar-se a tarefas mais nobres ou estratégicas como segurança e
planejamento da estratégia de analytics. “Vocês verão uma migração, uma
evolução dos conhecimentos sobre banco de dados, na qual o foco passa a
ser mais no design e esquematização do database, nos diferentes tipos de
analytics de dados, incluindo Machine Learning; e na criação de novas
políticas sobre missão crítica e recuperação de desastres.”

Eliminar
a intervenção humana também é uma forma, segundo Ellison, de evitar
ataques contra os dados de dentro da corporação, um problema mais comum
do que as empresas gostariam, e de eliminar os riscos de ataques que
acontecem por conta do downtime na hora de aplicar patches de segurança.

Com
os novos atributos de Machine Learning, o Oracle 18c passa a ser capaz
de identificar um ataque aos dados por conta de mudança de padrões de
comportamento dos seus usuários ou das consultas, por exemplo. Nesta
terça-feira, 3 de outubro, Larry Ellison volta ao palco do Oracle
OpenWorld 2017 para endereçar o produto específico de segurança que vai
dar ao Oracle Autonomous Database Cloud poder de aplicar ajustes de
segurança em tempo real sem parar de funcionar.

Elástico e muito mais barato
Os
atributos de automação da Oracle Autonomous Database Cloud fazem do
novo banco dados uma plataforma extremamente elástica, capaz de
rapidamente adaptar-se a diferentes workloads sem desperdiçar recursos
ou tempo.

“Esse negócio é verdadeiramente elástico,
instantâneamente elástico. Portanto você nunca vai provisionar mais
recursos do que precisa. É realmente computação on-demand”, disse
Ellison, voltando suas baterias contra o concorrente, a AWS e sua cloud
elástica.

Para provar que a nuvem da Oracle tem muito mais
vantagem para os clientes do que a nuvem da Amazon na hora de rodar seu
banco de dados, Larry Ellison comandou no palco uma série de testes de
workloads comparando a performance das plataformas Oracle Database on
Oracle Cloud e Oracle Database rodando na Amazon Relational Database
Service (RDS).

Os números apontam para dez vezes menos tempo em
média e de cinco a oito vezes menos custo para rodar o mesmo workload na
nuvem da Oracle comparada com a AWS. “Esqueça o SLA e a disponibilidade
de 99,995% se quiser, pense no seu bolso. Garantimos mais performance
por muito menos custo”, disse Elllison, prometendo garantir por escrito,
no contrato, que o custo dos clientes que migrarem para a nuvem da
Oracle será metade do que pagariam na Amazon.

O produto chega em dezembro de 2017 para data warehouse e em junho de 2018 para processamento de workloads de transações online.

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