Se você não precisa do Office, será que precisa da Microsoft?

<p>Felizmente (para a Microsoft) milhões de pessoas ainda precisam do Office para trabalhar e elas estão acostumadas a utilizá-lo no Windows</p>

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9:56 pm - 16 de dezembro de 2012

A
empresa de pesquisa
IDC relata que dispositivos
inteligentes conectados
– que incluem computadores, tablets e
smartphones – cresceram 27%
no
terceiro trimestre de 2012
em comparação ao mesmo período do ano passado, mas os computadores estão representando uma porção
cada vez menor desses dispositivos no geral.

Em
2011, de acordo com o IDC, computadores somavam 39,1% do mercado dos
dispositivos conectados. Até 2016 espera-se que esse valor caia para
19,9%. Por outro lado, a parcela dos smartphones crescerá de 53,1% em
2011, para 66,7% em 2016. Tablets também crescerão significativamente,
de 7,7% em 2011 para 13,4% em 2016.

Notícias
de quedas nas vendas dos computadores não são surpreendentes e sabemos os
desafios que isto apresenta ao Windows 8 conforme ele, junto com o Windows RT,
tenta ser um sistema operacional abrangente para todas as configurações.  Mas o que isso significa para o negócio
realmente lucrativo da Microsoft, o Office?

Eu
costumava achar que a Microsoft deveria disponibilizar
toda a suite do Office para
os dispositivos com iOS e Android
. Existem rumores
de que isto poderia acontecer no ano que está por vir. Tal ação ainda geraria
receita do Office para a empresa, apesar de que o software estaria funcionando
em dispositivos não Windows.

Mas
seria esse o caso de eliminar algo bom enquanto se elimina algo ruim? O Office
2013 pode ser a única ferramenta capaz de dar ao Windows 8 e ao Windows RT uma
vantagem sobre as outras plataformas.

Apesar
dos problemas até o momento com a UI do Windows 8, as baixas vendas e conflitos
com os parceiros de hardware, pelo menos os tablets com Windows 8 executam a
versão completa do Office. E a
Microsoft deve manter qualquer tipo de
vantagem que ela puder ter no competitivo mercado de tablets.
Caso
o Office também seja disponibilizado no iPad, a escolha
para alguém considerando um iPad – que pode também querer utilizá-lo para
trabalho – torna-se bem mais fácil. 

Felizmente
(para a Microsoft) milhões de pessoas ainda precisam do Office para
trabalhar e elas estão acostumadas a utilizá-lo no Windows. Existem
alternativas mais baratas
ao Office, como o OpenOffice.org e o Google Docs, mas elas não competem
com
as ricas características do Microsoft Office. Enquanto escrevo isso
tenho três
documentos do Word, uma planilha do Excel e um e-mail do Outlook, e
todos são
vitais para meu trabalho. Certamente não estou sozinho nessa.

Mas
para voltar ao nosso tema: será que o Office é suficiente para conquistar os
atuais consumidores de tablet que a Microsoft precisa para criar uma massa
crítica? Dificilmente.

Fora
do modo de trabalho, para um cliente interessado em um tablet como um
dispositivo para navegação na internet e consumo de mídia, o Microsoft Office
não é algo importante. Ainda não decidimos se tablets são para trabalho ou
diversão – um pouco de cada talvez.

Para a maioria dos atuais compradores de tablets
criados em iPads e Kindles, a decisão é não depender do Excel e Word.
Então é uma questão que vale a pena ser
feita: caso você não precise do Office, você realmente ainda precisa da
Microsoft?

No
programa “Bloomberg Surveillance” do Canal Bloomberg, Richar
Sherlund, um analista da Nomura Holdings, faz essa mesma pergunta e faz um
excelente trabalho em explicar a “estranha transição para tablets” da
Microsoft, apesar de ter sido interrompido várias vezes pelos apresentadores
muito cafeinados do programa.
Vale a pena dar uma olhada.

O que você acha? Será que
os dispositivos com Windows 8 sobreviverão se o Office for disponibilizado nas
plataformas concorrentes?

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