Se liga na onda Software Defined Everything
E não fique amarrado a determinados provedores para que a infraestrutura de TI suporte as reais exigências do negócio

Cloud Computing está entre as soluções mais inovadoras de TI, não
apenas para os data centers, mas também na própria indústria da
tecnologia.
Hoje a nuvem é sinônimo, para as empresas, de maior agilidade, menores
custos e da possibilidade de acessar soluções e serviços avançados em
software, infraestrutura, processamento e armazenamento de dados.
A IDC, além de considerar o Cloud Computing como uma das principais tendências no universo da TI, prevê que IaaS (Infrastructure
as a Service), PaaS (Platform as a Service) e SaaS (Software as a Service)
concentrarão o crescimento dos serviços com base na nuvem, os quais, em
conjunto, totalizarão cerca de 118 bilhões de dólares em gastos globais,
sendo IaaS o serviço cloud que
terá o maior crescimento no próximo ano, com 36% de expansão.
Isso porque o Cloud Computing é
a plataforma facilitadora
da inovação por excelência, a partir da qual a própria indústria de TI
vem tomando forma com tecnologias baseadas na virtualização, campo em
que se destaca uma série de novas arquiteturas de soluções, as quais têm
sido englobadas dentro da tendência conhecida
como SDE (Software Defined Everything).
As soluções SDE são as tecnologias que se baseiam em uma arquitetura
que separa o hardware do software, ou seja, que colocam a inteligência
nesta camada, o que faz com que as organizações não fiquem amarradas a
determinados provedores para que a infraestrutura de TI suporte as reais
exigências do negócio.
Em
nível de rede, a SDE tem a contrapartida em duas tendências de
crescente importância para data centers, provedores de serviços e
empresas:
Software Defined Networks (SDN) e Network Functions Virtualization
(NFV). A primeira delas aproveita
a inteligência do software para centralizar as funções das diferentes
camadas da rede, enquanto que a segunda se refere a uma arquitetura que
usa funções de máquinas virtuais sobre a infraestrutura de rede, ou
sobre a infraestrutura de computação em nuvem.
Dados e mais dados
O
auge do Cloud Computing se relaciona com outras duas tendências
predominantes de TI: o Big Data e a Internet das Coisas (IoT) que,
em conjunto, são conhecidos como a “Terceira Plataforma”. O elemento
comum destas tendências é que nos falam de um volume gigantesco de dados
digitais que necessariamente transitará na nuvem. Para isso, as
empresas terão que adaptar a arquitetura das redes
e data centers para fornecer a capacidade necessária e flexibilidade
exigidas para o novo cenário.
Por
outro lado, esse conjunto de fatores irá demandar, cada vez mais, dos
provedores de serviços em nuvem. No caso da IoT, a IDC estima
que mais de 90% destes dados serão alojados em plataformas deste tipo
nos próximos cinco anos. Isso porque a nuvem reduz a complexidade
associada à fusão de dados provenientes de fontes diversas e dispersas.
A necessidade cada vez maior de redes
O
volume de dados gerados pela IoT será tanto que obrigará, em curto
prazo, as empresas a repensar até suas estratégias de conectividade.
Em três anos, como afirma a IDC, a metade das redes terá algum tipo de
problema pelo fluxo de dados gerado por dispositivos da IoT. Estima-se,
inclusive, que 10% das redes poderão ficar saturadas neste período.
Quando
uma organização decide levar seus dados e aplicações para a nuvem, deve
definir uma arquitetura em nuvem apta para suas necessidades
– privada, pública ou híbrida – e, em seguida, selecionar o provedor de
serviços que garanta a maior flexibilidade possível.
A partir daí, é preciso se preocupar para que a conectividade tenha o melhor desempenho, onde os níveis de uptime
e segurança sejam garantidos por contrato, considerando uma largura de banda dinâmica, que dê à rede escalabilidade máxima.
Os
serviços de conectividade no ambiente de negócios atual se tornarão
cada vez mais críticos. Com o Big Data e a IoT como catalizadores,
o desempenho das redes será chave para o negócio, pois se processará um
volume de dados cada vez maior, muitos dos quais serão provenientes de
fontes que se encontram em outras cidades ou países.
(*) David Iacobucci é Gerente Comercial da Level 3 Communications, Chile
